PEC da Blindagem tem rejeição de 83% nas redes sociais diz Quaest

Estudo revela reações negativas à PEC da Blindagem nas redes sociais, com 83% de críticas.

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Um recente estudo revelou que o debate em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem gerou uma onda de reações majoritariamente negativas nas redes sociais. Entre os dias 16 e 19 de setembro, foram coletados aproximadamente 2,3 milhões de comentários sobre o tema, alcançando um impressionante número médio de 44 milhões de perfis impactados a cada hora.

No entanto, apesar do elevado alcance das menções, o volume por hora foi inferior ao observado em eventos significativos, como o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), que registrou 44 mil menções por hora. Comparativamente, a discussão sobre a PEC gerou cerca de 24 mil menções por hora, embora superasse a controvérsia entre o governo e o Congresso ocorrida no verão passado, quando as disputas sobre o aumento do IOF mobilizaram a opinião pública.

A análise das críticas revela que 83% das menções são desfavoráveis ao texto da proposta. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e a própria Casa Legislativa são os principais alvos das insatisfações expressas pelos usuários. A rejeição à PEC é amplificada por vozes de parlamentares e influenciadores ligados à esquerda. Entre as estratégias utilizadas para criticar a proposta, destacam-se manifestações programadas para o dia 21 de setembro, que representaram 40% das menções totais, com uma parte significativa focada na mobilização de artistas e figuras públicas.

Do total de menções analisadas, apenas 17% foram positivas em relação à PEC. As defesas do projeto estão principalmente nas mãos de parlamentares e apoiadores bolsonaristas, que argumentam que a proposta é uma resposta aos supostos excessos do STF. Eles citam decisões anteriores da Corte que favoreceram figuras associadas à esquerda como justificativa para sua posição.

A análise também abrangeu interações em grupos públicos de aplicativos de mensagens como WhatsApp, Telegram e Discord. Nesses ambientes, observou-se um engajamento distinto entre os diferentes espectros políticos. Os grupos alinhados à esquerda mostraram um crescimento nas discussões sobre a PEC, com 11% do total de mensagens no dia 18 de setembro se referindo ao tema. Em contrapartida, nos grupos à direita, as menções à PEC foram apenas 2%, com foco maior na mobilização política e apoio ao ex-presidente Bolsonaro.

Esse panorama revela não apenas o estado atual do debate em torno da PEC da Blindagem, mas também as dinâmicas sociais e políticas que permeiam as interações digitais no Brasil contemporâneo.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 20/09/2025
  • Fonte: FERVER