Movimento PcD, responsabilidade social e o cotidiano no terceiro setor
Dia 2 de abril foi o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, então esta semana nos debruçamos sobre as demandas das pessoas com deficiência e como a responsabilidade social é um elo importante nas reivindicações do terceiro setor
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 11/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Multiplan MorumbiShopping
Na última quarta-feira, dia 2 de abril, foi o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A data, chancelada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2007, tem como um dos objetivos promover debates e ações que contribuam com o tema e ajudem a reduzir preconceitos e marginalizações. Esse gancho nos atenta para a necessidade de falar sobre o movimento em prol das pessoas com deficiência, grupo que o Adote um Cidadão atende diretamente e que, portanto, faz parte do guarda-chuva da responsabilidade social que estamos debatendo aqui semanalmente.
A importância da responsabilidade social na inclusão
No Brasil, o movimento PcD (pessoa com deficiência) começou a ganhar força na década de 1970, e reivindica principalmente direitos institucionais, reconhecimento e acessibilidade, entre outras questões. De lá para cá, as demandas não mudaram muito, mas alguns avanços merecem ser citados, como a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI), promulgada em 2015, que define o capacitismo (preconceito e/ou discriminação direcionada às pessoas com deficiência) como crime de ódio passível de punição.
Organizações não-governamentais, ativistas e pessoas com deficiência têm se unido há anos para promover campanhas de sensibilização, advocacy e ações que visam tornar a sociedade mais inclusiva e acessível, ou seja, o terceiro setor tem influência direta nesse processo e viabiliza a maior parte dele – como debatemos no artigo da semana passada. É por isso que nós, que nos preocupamos com a responsabilidade social, somos agentes de transformação direta, pois trabalhamos em contato constante com essas pautas e vemos na prática como funcionam as marginalizações e quais são as medidas mais efetivas para amenizá-las.

De acordo com dados do Disque 100, canal de denúncias sob gestão da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos do MDHC (Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania), foram registradas mais de 390 mil violações contra pessoas com deficiência no país em 2023, o que representa um aumento de 50% em comparação a 2022. Entre os tipos de denúncia mais frequentes, estão: negligência à integridade física, exposição de riscos à saúde, maus tratos e tortura psíquica.
O papel do terceiro setor no suporte social
Em meio a este cenário – no mínimo – preocupante, ainda podemos encontrar um pouco de leveza quando pensamos nos projetos e ações que se dedicam a ir na contramão do preconceito e da violência. Iniciativas como o Adote um Cidadão, que promove atividades socioeducativas e inclusivas para pessoas com deficiência, não apenas multiplicam sorrisos, mas principalmente alimentam o sentimento de pertencimento que é tão importante no fortalecimento da identidade dos indivíduos. Quando há propósito por trás das ações, é possível admirar a essência da empatia e do amor ao próximo em cada passo rumo a uma sociedade mais justa.
O dia a dia de uma organização do terceiro setor é muito mais do que apenas conversar com o público que atende: envolve uma rotina dinâmica e multifacetada, que vai desde a gestão administrativa até a execução dos projetos. Impulsionar esses processos é fundamental para que eles se mantenham ativos com menos intercorrências, por isso o investimento externo é sempre bem-vindo. Empresas que se comprometem com a responsabilidade social e reconhecem seu papel como agentes transformadoras da sociedade dão um respaldo importante para que o terceiro setor continue atendendo demandas muitas vezes negligenciadas.
Sobre o Adote um Cidadão
O Adote trabalha há 26 anos pela justiça social para pessoas com deficiência e grupos em situação de vulnerabilidade como um todo, por meio da multiplicação de sorrisos e ações de inclusão presentes em iniciativas sócio-educativas. Temos a frente Empresa Comprometida, por meio da qual corporações interessadas em cumprir com a sua responsabilidade social podem se juntar a nós e contribuir diretamente com as mais de 10 ações anuais que realizamos.
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