Paulo Serra avança e chega a 12% para o Governo de São Paulo
Levantamento do Real Time Big Data indica que Paulo Serra surge como alternativa competitiva no centro político e aparece também na disputa pelo Senado
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 02/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A corrida eleitoral para o Governo de São Paulo ganhou novo fôlego após a divulgação da mais recente pesquisa Real Time Big Data, que posiciona Paulo Serra entre os nomes mais competitivos na largada da disputa estadual. O levantamento, feito presencialmente em todas as regiões do estado, indica que o ex-prefeito de Santo André aparece em todos os cenários avaliados e atinge até 12% das intenções de voto, consolidando-se como alternativa real no campo de centro.
A presença contínua do tucano nos oito cenários testados reforça que o eleitor paulista está acompanhando atentamente a reorganização do cenário político. O estudo mostra ainda que Paulo Serra mantém uma das menores rejeições entre os potenciais candidatos, fator decisivo em momentos de pré-campanha. Paralelamente, ele também aparece na disputa pelo Senado Federal, alcançando 9% da preferência do eleitorado.
Desempenho cresce em cenários sem Tarcísio de Freitas
Nos cenários em que o governador Tarcísio de Freitas permanece na disputa, Paulo Serra registra 8% das intenções de voto e se posiciona como nome representativo dentro do campo de centro. Quando o governador é retirado das simulações, o ex-prefeito de Santo André alcança índices entre 6 e 12%, variação significativa que amplia sua projeção e confirma competitividade crescente.
O cenário sete, da pesquisa, revela um movimento ainda mais expressivo. Nele, Paulo Serra disputa diretamente com Fernando Haddad que aparece com 31%. Nesse arranjo, o tucano supera Luiz Felipe D’Avila, que pontua com 3% e figura numericamente à frente de Erika Hilton, que tem 8%. A comparação deixa claro que a presença do Tucano ultrapassa o eixo regional e passa a dialogar com um eleitorado mais amplo no estado.
Empate com Rodrigo Garcia e Senado
No cenário seis, a pesquisa coloca Paulo Serra ao lado de Rodrigo Garcia em uma das disputas mais equilibradas da série. O ex-prefeito de Santo André aparece com 11%, enquanto o ex-governador marca 13%, diferença dentro da margem de erro.. A diferença amplia a margem de circulação do tucano no eleitorado e reduz barreiras naturais para crescimento em fases posteriores da disputa.
O estudo também inclui o tucano na corrida para o Senado, que terá duas vagas em disputa em 2026. Serra registra 9% das menções, mesmo entre nomes de ampla projeção nacional. O percentual amplia sua presença no cenário estadual e consolida a movimentação do eleitorado em torno de alternativas além dos tradicionais polos partidários.
Menor rejeição entre os nomes testados

A rejeição aparece como um dos aspectos mais sensíveis da pesquisa e a vantagem de Paulo Serra nesse quesito é significativa. Apenas 16% dos entrevistados declararam que não votariam no ex-prefeito, índice inferior aos de Erika Hilton com 40%, Fernando Haddad com 31% e Kim Kataguiri com 29%. Esse diferencial amplia potencialmente o crescimento do tucano entre indecisos e eleitores não alinhados a partidos.
O levantamento também coincide com a ampliação do espaço político do tucano dentro do PSDB. Serra preside o diretório estadual e, recentemente, foi confirmado como primeiro vice-presidente nacional da sigla. A nova função o insere nas principais definições estratégicas da legenda e o posiciona com maior visibilidade no processo de reorganização partidária em São Paulo.
Paulo Serra: alternativa ao extremismo
Ao comentar o levantamento, Paulo Serra afirmou que o movimento detectado em diferentes institutos aponta para um reposicionamento claro no cenário estadual. Ele destacou que a trajetória administrativa e a mudança de direção dentro do PSDB têm sido reconhecidas pelo eleitorado. Em suas palavras:
“De janeiro de 2025 para cá, entre diversos institutos de pesquisa, nosso crescimento é percebido. Isto demonstra que o reposicionamento político do PSDB no estado de São Paulo e o trabalho que foi feito em Santo André, em dois mandatos consecutivos como prefeito, estão sendo reconhecidos, o que prova que a população paulista está em busca de segurança, de responsabilidade, de seriedade e de foco, além dos extremos”, afirmou.
A declaração dialoga com o saldo político acumulado pelo tucano no ABC Paulista. Serra deixou a Prefeitura de Santo André no fim de 2024 com 80,1%de aprovação, segundo o Paraná Pesquisas, em um período marcado por reformas estruturais e articulação regional. Ele também concluiu, no mesmo ano, uma certificação em Harvard voltada à regulação, gestão de parcerias público-privadas e financiamento de infraestrutura, formação que ampliou sua interlocução técnica com setores ligados à economia e à administração pública.

Reposicionamento do centro na disputa estadual
Os dados do levantamento funcionam como um retrato inicial do cenário eleitoral, mas permitem identificar movimentos relevantes no campo do centro político. É neste espaço que Paulo Serra aparece de forma consistente. A fragmentação desse segmento ainda impede a formação de um bloco competitivo, mas a presença do tucano em todos os cenários indica que sua projeção não depende exclusivamente das combinações de adversários.
A dinâmica também evidencia o peso dos nomes nacionais. Fernando Haddad lidera todas as simulações com marcas acima de 29%, enquanto Tarcísio de Freitas, quando incluído, consolida a força no eleitorado conservador. Nesse ambiente de polos bem definidos, candidatos com baixa rejeição podem ampliar alcance já nas fases preliminares, especialmente entre indecisos e eleitores não alinhados às principais correntes partidárias.