Pastor Silas Malafaia sob investigação da Polícia Federal
De acordo com religioso, ele foi incluído em um inquérito por obstrução do processo que apura a tentativa de golpe
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 15/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
O pastor Silas Malafaia, uma das figuras mais influentes do cenário religioso brasileiro, está atualmente sob investigação pela Polícia Federal (PF). Esta ação está relacionada a um inquérito que apura possíveis tentativas de obstrução de justiça no contexto de um processo que investiga um alegado golpe.
Em um vídeo divulgado na quinta-feira, 14, Malafaia confirmou que se tornou alvo das investigações e não hesitou em criticar abertamente a PF, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O pastor expressou sua admiração pela PF como instituição, mas sugeriu que existem “duas” Polícias Federais operando no Brasil.
“Uma Polícia Federal a serviço de Lula e de Alexandre de Moraes”, declarou. Ele se referiu às acusações que enfrenta, incluindo obstrução de justiça, coação durante o processo judicial, organização criminosa e ações que supostamente visam à abolição violenta do Estado Democrático.
Malafaia revelou que tomou conhecimento da investigação através da mídia, especificamente por meio de uma reportagem do jornalista Marcelo Cosme, da Globonews. Ele expressou indignação pelo fato de não ter recebido uma notificação formal sobre as alegações. “Que país é esse, onde a PF vaza informações para a Globo e você só descobre pela imprensa?”, questionou.
O pastor também comentou sobre o clima político atual no Brasil, afirmando que a situação do país se assemelha à “venezuelização”. Em suas críticas, ele questionou se a PF havia adotado métodos semelhantes aos utilizados durante regimes totalitários, mencionando o nazismo e a União Soviética. “A liberdade de expressão deve ser preservada e eu não me calarei porque não temo vocês”, enfatizou.
Silas Malafaia é conhecido por seu forte apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e organizou manifestações em defesa do político. Um desses eventos ocorreu em 3 de agosto e culminou na prisão domiciliar de Bolsonaro.
A equipe do portal Terra entrou em contato com a Polícia Federal para obter esclarecimentos sobre a inclusão do pastor no inquérito, mas até o momento não recebeu resposta