Partido NOVO defende informatização da gestão pública

A informatização do Estado, por exemplo na saúde e na educação, é um caminho simples, ágil e eficiente para melhorar a gestão pública

Crédito: Partido NOVO

Junto a essa modernização, o fim do loteamento dos governos, ainda durante as eleições – em troca do apoio político -, é outra mudança urgente para que o Poder Público passe a servir a população, não o contrário.

Esses foram os principais temas defendidos pelo pré-candidato do Partido NOVO ao governo de São Paulo, Rogério Chequer, em evento organizado em São Bernardo do Campo na quarta-feira (282). Destacando que a ineficiência do Estado brasileiro em todas as suas esferas “é gritante”, Chequer citou como exemplo da necessidade de informatização do modelo de distribuição de leitos no estado paulista, que é feito é feito de maneira manual atualmente.

“Seria mais racional usar um sistema para distribuição de leitos e de vagas para atendimento”, afirmou. Esse mesmo modelo, disse, deveria ser aplicado na Educação, para que não haja desbalanceamento entre total de alunos nas escolas, ou seja, umas com mais estudantes e outras com menos.

Ainda sobre a Educação, Chequer explicou que o NOVO apoia o foco no ensino fundamental, com aproximação do ensino técnico no ensino médio. Essa diretriz, para ele, ajuda a nivelar a competitividade entre alunos dos ensinos público e privado, permitindo concorrência igualitária na hora do vestibular.

Especificamente sobre cursos técnicos conjuntamente com a grade básica escolar, o pré-candidato ao governo paulista detalhou que esse é um meio de aumentar a renda das classes mais vulneráveis, melhorando a qualidade de vida e auxiliando a entreda no ensino superior.

Político profissional

Ao contrário do que o termo pode parecer, no Brasil, o termo “político profissional” nada tem de positivo, disse Chequer, pois, “para permanecer no poder, esse político loteia seu governo”. Para interromper esse “ciclo de perpetuação no poder”, continuou, é preciso eleger pessoas novas.

De acordo com Chequer, os partidos políticos não são obrigados a servir ninguém porque são mantidos com dinheiro público. “Já o NOVO é diferente, porque só usa dinheiro privado. Assim, se não cumprir com seus objetivos, deixará de ter filiados. Essa é a garantia da mudança”, complementou.

“Vamos fazer história em 2018, retirando do poder uma casta de 20 mil pessoas com.foro privilegiado, que controlam o dinheiro do Estado e nos enfiaram nessa situação”, afirmou, ao também defender o funcionamento correto do federalismo brasileiro, ou seja, acabando com a concentração de poder em Brasília”.

Privatização sim, mas com planejamento

Chequer também defendeu a privatização de estatais e autarquias. E o motivo, segundo ele, é simples: é impossível um único ente administrar e fiscalizar tantas empresas e fundações. Hoje, o estado de São Paulo tem 20 estatais e 6 autarquias.

“Quem administra empresa caseira já sabe o trabalho, imagina para um governador como o de SP, que cuida de inúmeras estatais e autarquias”, questionou o pré-candidato. Ele afirmou ser a favor da privatização de muitas dessas estatais e autarquias, “mas com planejamento, para não impactar a população”.

Outra política que deve ser executada com melhor planejamento e objetivos claros, disse, é a de transferência de renda. Questionado pelos presentes se isso não seria uma espécie de assistencialismo, Chequer rebateu: “O problema não é repassar renda a quem precisa, mas esse modelo ser um fim em si mesmo. Há alguma subjetividade sobre o que é assistencialismo. Ajudar desempregados sem patrimônio e os que passam fome é assistencialismo? Penso que não.”

Sobre o Partido NOVO: O Partido NOVO obteve seu registro junto ao TSE em 2015. Atualmente tem 18 mil filiados pelo Brasil, 5,5 mil em São Paulo e quase 300 no ABC.

Sobre o Rogério Chequer: Chequer é engenheiro civil pela POLI-USP, tem 49 anos, é um dos criadores do Movimento Vem Pra Rua, um dos responsáveis pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Chequer também é sócio da empresa SOAP, voltada para a comunicação empresarial.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 02/03/2018
  • Fonte: FERVER