Partido Comunista da China convida PSL para visita
O Partido Comunista da China convidou integrantes do PSL, legenda de Bolsonaro, para uma visita, no intuito de estabelecer uma relação "pragmática" com os políticos brasileiros
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 21/11/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Durante toda a campanha, Bolsonaro se apresentou como inimigo do comunismo e refratário às relações com a China. Eleito, defendeu maior aproximação política e comercial com os Estados Unidos, o que levou a uma reação do governo chinês. Em editorial no China Daily, seu principal jornal estatal, os chineses disseram que romper acordos com Pequim poderia ter “custos para o Brasil”.
Principal nome do PSL na Câmara e deputado federal mais votado na história (1,8 milhão de votos), o filho do presidente eleito Eduardo Bolsonaro propôs à Câmara um projeto de lei para criminalizar o comunismo.
Enviado na semana passada, o convite repassado pela Embaixada da China no Brasil fala em recepção a uma delegação de dez membros do PSL. Na diplomacia, o convite é um gesto dos chineses para tentar se aproximar do futuro governo.
“Recebemos o convite e eu vou levar para a bancada discutir, mas é uma decisão do partido no fim das contas”, disse à reportagem o presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE). Ele acrescentou que ainda não há decisão sobre o convite, que classificou como “muito bem-vindo”, mas deverá procurar a embaixada para discutir datas.
Na sua avaliação, a aceitação do convite não se choca com a linha do futuro governo. “É uma questão de diplomacia entre dois partidos. É uma relação civilizada do mundo moderno.”
Outro integrante da legenda de Bolsonaro, o deputado e senador eleito Major Olímpio (SP), não vê problemas em aceitar o convite dos chineses. “Não vejo por que não”, disse. “A China hoje é o maior parceiro comercial do Brasil.”
Trump
Há também desde a semana passada uma percepção entre os diplomatas chineses de que o futuro chanceler, Ernesto Araujo, dará uma atenção especial às relações com o governo americano de Donald Trump. Agora, a estratégia é a de não se afastar de Brasília e o primeiro gesto seria por meio do PSL.
Questionado nesta terça-feira sobre o convite, Bolsonaro foi irônico e afirmou que não sabe se os integrantes do PSL poderiam ir porque muitos “são novos, não têm passaporte e são pobres”. Os chineses deixam claro que bancam todas as despesas de passagem internacional, alimentação e também alojamento na China”.