Parlamentares de MT determinam que deputado deixe prisão
Após 40 dias de prisão preventiva sob a acusação de obstrução das investigações da Operação Malebolge, da PF, o deputado estadual de Mato Grosso Gilmar Fabris (PSD) foi solto
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 16/08/2023
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O deputado, que também é vice-presidente da Assembleia deixou ontem o Centro de Custodia de Cuiabá (CCC).
A operação da PF investiga desvio de dinheiro público e lavagem de dinheiro. Fabris nega.
A revogação da prisão do parlamentar ocorreu por decisão dos deputados que, contrariando determinação do desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), votaram pela revogação da prisão e pela devolução do mandato. Fabris estava preso desde o dia 15 de setembro. Segundo a assessoria da Assembleia, o alvará de soltura foi enviado em forma de resolução.
A votação dos deputados na Assembleia teve como base a decisão do Senado que reconduziu Aécio Neves (PSDB-MG) ao mandato de senador, revogando decisão do Supremo Tribunal Federal.
A decisão dos parlamentares foi respaldada no artigo 53 da Constituição Federal e no artigo 29 da Constituição Estadual. A Comissão de Ética da Assembleia Legislativa de Mato Grosso emitiu parecer pela revogação da prisão, das medidas cautelares, do afastamento do mandato e da comunicação com outros investigados ou testemunhas do deputado.
De acordo com o corregedor da Comissão de Ética da Assembleia Legislativa, deputado Saturnino Masson (PSDB), não cabe à comissão analisar os acertos da ordem do Supremo Tribunal Federal, mas compete à Casa parlamentar decidir pela manutenção ou não da prisão de um deputado.
Delação
Fabris foi citado pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB) em delação à Procuradoria-Geral da República como um dos que participavam do esquema de recebimento de propina com dinheiro desviado por meio do programa de pavimentação asfáltica MT Integrado e dos recursos desviados das obras da Copa 2014.
As imagens foram entregues à Procuradoria e veiculadas em emissoras de televisão em cadeia nacional. Ainda de acordo com a PF, ele repassou o conteúdo da pasta para dois advogados. A prisão a pedido da Polícia Federal havia sido determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux.
O retorno às atividades parlamentares deve ocorrer na próxima terça-feira.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.