Parapan-Americanos: Daniel Fernandes brilha com ouro e prata
Atleta de 17 anos da base do SESI-SP destaca-se no atletismo (T35) com medalhas nos 100m e 200m.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 05/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O atletismo paralímpico brasileiro revela mais um talento com destino promissor. O jovem Daniel Fernandes, de apenas 17 anos, brilhou intensamente nos Jogos Parapan-Americanos de Jovens, realizados em Santiago, no Chile. Competindo na classe T35, o atleta da equipe de base do SESI-SP subiu ao pódio duas vezes, mostrando seu potencial em uma das principais vitrines continentais.
As conquistas de Daniel, que integra o grupo de desempenho da base do SESI-SP, ocorreram em sequência. Ele garantiu a medalha de ouro nos 100 metros na segunda-feira (3) e, logo no dia seguinte, terça-feira (4), conquistou a medalha de prata nos 200 metros. O evento, que aconteceu entre 31 de outubro e 9 de novembro, foi um teste crucial para o atleta, que demonstrou evolução técnica e regularidade.
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A importância da formação de base
O desempenho de Daniel nos Parapan-Americanos é visto como um reflexo direto do investimento robusto na formação de novos talentos. Para Benilson Silva, técnico da equipe, os resultados validam a filosofia do programa SESI Esporte.
“Desde o início do projeto, nossa proposta é fortalecer a base. Uma formação bem estruturada é o que permite que os atletas cheguem ao alto rendimento de forma consistente. Resultados como o do Daniel inspiram quem já está no grupo e motivam novos atletas a iniciarem esse caminho”, afirmou o técnico.
O sucesso do jovem atleta nos Parapan-Americanos de Jovens serve como um poderoso incentivo para a nova geração do esporte paralímpico.
O legado do Atletismo Paralímpico no SESI-SP
O trabalho do SESI-SP com o atletismo paralímpico não é recente. A entidade deu início à sua primeira equipe da modalidade em 2011, na unidade de Santo André. O grupo pioneiro era formado por sete atletas, incluindo um nome de peso: Marco Aurélio Lima Borges, medalhista no Parapan do Rio (2007) e participante da Paralimpíada de Pequim (2008).
Dois anos depois, em 2013, o projeto foi ampliado com a inclusão do atletismo para cadeirantes, reforçando o compromisso da instituição com o esporte inclusivo.
Essa trajetória é pautada pela Pedagogia do Exemplo, metodologia que orienta o trabalho esportivo da instituição. Ela promove a integração de atletas olímpicos e paralímpicos no mesmo ambiente, fomentando valores essenciais como inclusão e cooperação. O sucesso nos Parapan-Americanos é a prova de que essa filosofia funciona, e Daniel retorna do Chile não apenas com medalhas, mas com a experiência de quem representou bem o país em sua jornada nos Parapan-Americanos.