Paramount processa Warner para barrar acordo com Netflix
Disputa judicial nos EUA exige abertura de dados financeiros e intensifica a pressão por uma oferta de aquisição superior aos acionistas.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 12/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A disputa pelo controle no setor de mídia atingiu um nível crítico nesta semana. A Paramount processa Warner Bros. Discovery (WBD) nos Estados Unidos, buscando o bloqueio judicial de uma parceria firmada entre a holding e a gigante de streaming Netflix.
David Ellison, CEO da Paramount Pictures, oficializou a manobra em carta enviada aos acionistas em 12 de junho. A ação corre no tribunal de Delaware e tem um objetivo claro: forçar a transparência sobre as métricas financeiras do contrato com a plataforma de vídeo.
Segundo Ellison, a atual administração da WBD falhou em fornecer números essenciais para uma análise de valuation correta. Essa obscuridade impede que os investidores avaliem se o acordo é, de fato, benéfico.
Para o executivo, a falta de clareza viola normas básicas de governança corporativa. O fato de que a Paramount processa Warner reflete a necessidade urgente de proteger a capacidade de decisão dos investidores sobre seus ativos.
Por que a Paramount processa Warner e o conselho?
A ofensiva jurídica não é um evento isolado, mas uma resposta direta às sucessivas negativas do conselho da Warner. Recentemente, uma proposta de aquisição robusta foi rejeitada pela administração da WBD.
Os termos da oferta recusada incluíam:
- Valor por ação: US$ 30, pagável integralmente em dinheiro.
- Garantia Sólida: Aval pessoal de Larry Ellison, fundador da Oracle e listado pela Forbes como o quarto homem mais rico do mundo.
Mesmo com essas garantias, o conselho alegou que a proposta não sanava todas as preocupações estratégicas. No entanto, Ellison sustenta que sua oferta é financeiramente superior ao acordo selado com a Netflix.
Estratégia para assumir o controle
Diante da resistência, a Paramount traçou um plano agressivo para transferir o poder de decisão da diretoria para os acionistas. Ellison antecipou que apresentará uma lista independente de diretores para o conselho.
O objetivo desses novos indicados será cumprir o dever fiduciário de reavaliar as propostas. O cronograma para essa movimentação é curto:
- Prazo de Candidaturas: Abre em cerca de três semanas para a assembleia anual de 2026.
- Alteração Estatutária: Proposta para exigir voto dos acionistas em caso de separação da divisão Global Networks.
- Votação por Procuração: Busca de apoio para vetar o negócio com a Netflix caso uma assembleia extraordinária seja convocada.
Enquanto a Paramount processa Warner, a mensagem final aos investidores é de empoderamento. Ellison garante que as iniciativas visam assegurar que o mercado, e não apenas a diretoria, tenha a palavra final sobre qual caminho gera mais valor.
Essa batalha judicial e corporativa promete redefinir as alianças no entretenimento global. O desfecho dependerá de como a base de acionistas reagirá à pressão exercida no momento em que a Paramount processa Warner em busca de hegemonia.