Parada Lilás reúne 2 mil pessoas nas ruas do Centro de Santo André

Ação compreende calendário do ‘Mês da Mulher’, disseminando a importância do respeito e pelo fim da violência

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A Secretaria de Políticas para as Mulheres promoveu neste sábado (14), a “Parada Lilás”, ação de grande importância que compõe a agenda integrada de atividades do “Mês da Mulher”. A ação consistiu em um ato com autoridades e caminhada pelas ruas do Centro, com a participação de mulheres de diversos segmentos sociais. Um abraço das mulheres no prédio do Fórum marcou o encerramento do ato, simbolizando o cumprimento às leis contra os agressores.

A Secretária de Políticas para as Mulheres, Silmara Conchão, frisou que a impunidade e todas as formas de violência contra a mulher tem que acabar. “A Parada Lilás vem para reafirmar os direitos, a defesa da democracia e dos direitos das mulheres. Um país com desigualdades entre homens e mulheres não alcançou plenamente sua democracia. Por isso, empunhamos as bandeiras contra a impunidade e contra as formas de violência em Santo André e no Brasil”, concluiu.

O Prefeito de Santo André, Carlos Grana, discursou na abertura da Parada sobre a importante bandeira empenhada pela Secretaria de Políticas para as Mulheres. “Nós que estamos na frente da gestão pública, precisamos ouvir o que as mulheres querem, na defesa da democracia. É muito importante garantir a presença de todas as mulheres, pois estamos juntos nessa luta, não aceitando retrocesso na nossa cidade de forma alguma. Não temos dia, nem mês da mulher, o dia delas é celebrado todos os dias”, pontuou Grana.

Cor da parada – O lilás foi escolhido pelo Movimento de Mulheres por ser a mistura entre o azul e o rosa, o que simboliza harmonia entre homens e mulheres, o que resultaria em uma sociedade justa e igualitária. Pouco mais de 52% da população andreense é composta por mulheres, ou seja, 351.949 pessoas do sexo feminino, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), do Censo de 2010. Já no ABCD, este número representa 51,75%, com 1.320.373 mulheres nas sete cidades.

E Agora José? – Lançado na última quinta-feira (12), o projeto “E agora José?”, é um marco para a cidade, desenvolvendo um trabalho socioeducativo com homens autores de violência doméstica contra mulheres. A ação, coordenada e articulada pela Prefeitura, tem parceria com o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e a Secretaria de Administração Penitenciária.

O projeto tem início de maneira experimental com 15 homens, desenvolvendo metodologias que estimulam o trabalho de reflexão destes agressores, por meio de dinâmicas de grupo. Durante o desenvolvimento das atividades, um psicólogo e um sociólogo supervisionam as ações desenvolvidas, avaliando resultados. O “E Agora José?” é parte de um processo de estímulo ao pensamento e às atitudes que o levaram a cometer esse tipo de crime.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 16/03/2015
  • Fonte: FERVER