Para base aliada Temer seguirá na ‘;corda bamba’
Líderes da base aliada avaliam que um eventual resultado final favorável ao presidente Michel Temer no TSE, dará um respiro, mas não livrará o peemedebista da crise
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 16/08/2023
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Para governistas, Temer seguirá ameaçado pelo surgimento de novos fatos, como eventuais delações premiadas, um possível desembarque do PSDB e uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele.
“Esse resultado (preliminar a favor de Temer) no TSE já era esperado e é positivo para o governo. Mas lógico que não se encerra o processo”, afirmou o líder do PR, José Rocha (PR), que comanda a quinta maior bancada da Câmara, com 39 deputados.
Ele se referia à decisão do pleno da corte, que por 4 votos a 3, decidiu retirar as delações da Odebrecht e dos marqueteiros do PT João Santana e Mônica Moura da ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer, o que é considerado uma projeção de um final contra a cassação do presidente.
“A crise não está totalmente resolvida. A cada dia podem surgir fatos novos. Todos estávamos na expectativa desse julgamento do TSE, agora da denúncia da PGR e continua a expectativa das delações, se o (doleiro Lúcio) Funaro vai delatar, se (o ex-assessor de Temer e suplente de deputado, Rodrigo) Loures, vai relatar”, acrescentou Rocha. Apontado como operador de propinas do ex-deputado preso Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Funaro já deu sinais de que deve fazer colaboração premiada.
O líder do PSD na Câmara, Marcos Montes (MG), avalia que uma absolvição de Temer pelo TSE construirá sobre ele uma “força relativa” de sustentação que pode mantê-lo no governo. “Ele vai ficar na corda bamba, mas vai se equilibrar” afirmou.
O deputado mineiro prevê, no entanto, que dois fatos podem “afinar” a corda: o desembarque do PSDB do governo e possíveis delações “bombásticas”. “São alternativas que deixariam ele bambeando numa corda bem fina”, disse.
Efeito cascata
Os tucanos marcaram para próxima segunda-feira, 12, reunião geral para decidirem se desembarcam ou não. No Congresso e no próprio governo, a avaliação é de que uma eventual saída dos tucanos na base aliada tem potencial para provocar um desembarque em cascata de outros legendas.
A bancada do PRB, a nona maior bancada da Câmara, com 23 deputados, já marcou reunião para o mesmo dia para avaliar o cenário político após o TSE e a decisão do PSDB.
“Teremos reunião na segunda, 12, para tomar uma decisão de partido”, disse o líder do PRV, Cleber Verde (MA). Segundo ele, hoje, a posição do partido é de se manter no governo. “Mas estamos aguardando o desfecho das situações. Não posso antecipar nenhuma decisão. Vamos nos posicionar na medida em que a Justiça tome suas decisões. Também estamos acompanhando o movimento dos demais partidos”, acrescentou o parlamentar maranhense.