Pandemia na Europa: nova onda do coronavírus assusta e países fazem novas restrições

Paris e Bruxelas fecham bares; situação preocupa também na Itália e na Espanha, onde alguns cidadãos não poderão deixar seus municípios

Crédito:

A capital da Bélgica, Bruxelas, visando conter a nova onda de avanço do coronavírus, determinou nesta quarta-feira (7), que todos os bares e cafés fossem fechados por um mês. Restaurantes poderão continuar operando normalmente. Entretanto, a cidade possui áreas comuns para o consumo de bebida alcoólica, que permanecerão fechadas até 8 de novembro.

O chefe do Executivo da região de Bruxelas, Rudi Bervoort considerou que as restrições anunciadas pelo governo serão incapazes de conter o expressivo aumento recente nas infecções.

Na última semana, o país teve uma média de 2,5 mil novas infecções por dia, um aumento de 57% em relação à semana anterior. Desde o início da pandemia, as autoridades belgas de saúde registraram cerca de 135 mil casos, com pouco mais de 10 mil mortes.

Paris também anunciou medidas semelhantes às que foram adotadas em Bruxelas. Na terça-feira, a capital francesa, que se encontra em situação de vulnerabilidade elevada em razão da grande circulação de coronavírus, ordenou que bares fossem fechados. O expressivo aumento na região é liderado, sobretudo, pelos jovens. O número de casos na região aumentou para 270 a cada 100 mil habitantes, mas o elemento mais preocupante, é que entre os mais jovens, entre 20 e 30 anos, o número de casos é 500 a cada 100 mil habitantes.

O número de novos casos em um dia disparou ontem na França para 18.746, com relação aos 10.489 da véspera, de acordo com a Agência de Saúde Pública. Os novos casos elevam para 653 mil os contágios desde o início da pandemia. Os mortos somam 32 mil.

 Já na Itália, foi aprovado pelo Conselho de Ministros um decreto que obriga todos os cidadãos a usarem máscaras sempre, também ao ar livre. O estado de emergência, período em que a medida terá validade, foi estendido até 31 de janeiro.

O premiê italiano, Giuseppe Conte, explicou em entrevista coletiva que a decisão se deve ao recente aumento no número de infecções pelo coronavírus, que nos últimos dias tem sido de 2,6 mil em média e ontem atingiu quase 3,7 mil, os piores dados desde meados de abril, auge da primeira onda da pandemia. A Itália tem hoje mais de 333 mil casos e 36 mil mortos.

 O decreto, que entrará hoje em vigor, estende a regulamentação atual para a prevenção de contágios, que vigoraria até o dia 15, e inclui a novidade com relação às máscaras. 

O Ministério da Saúde da Espanha notificou, nesta quarta-feira (7), mais 10.491 casos do novo coronavírus, dos quais 5.075 foram confirmados em 24 horas, atingindo 835.901 desde o início da epidemia. Já número de mortes por Covid-19 chegou a 32.562, após o registro de 76 novas vítimas, segundo dados oficiais 

Pressionado pelo aumento de casos, o governo da Espanha determinou ontem que cerca de 5,7 milhões de espanhóis não podem deixar seus municípios, a não ser por um motivo justificado – dos quais mais de 80% vivem na região de Madri, especialmente castigada pela segunda onda da epidemia no país. O governo espanhol considerou a situação “muito instável e preocupante

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 08/10/2020
  • Fonte: FERVER