Palmeiras vence o Peñarol de virada e o jogo termina com pancadaria

Palmeirenses reclamam de atitude de uruguaios após jogo: 'Fizeram uma tocaia', afirmou o diretor de futebol do Palmeiras, Alexandre Mattos

Crédito: Reproducao/TV Globo

Um começo horrível no primeira etapa e o término genial no segundo tempo. A atuação ambígua do Palmeiras contra o Peñarol, nesta quarta-feira, em Montevidéu, terminou com vitória de virada por 3 a 2, pela Copa Libertadores, porque o técnico Eduardo Baptista conseguiu corrigir as escolhas erradas na escalação. O resultado acalmou o momento ruim e deixa o time perto das oitavas de final.

O Palmeiras ampliou a liderança no Grupo 5, com dez pontos, e precisa agora apenas de um empate nos dois próximos jogos para se classificar sem depender de outros resultados. O grande resultado no Uruguai ameniza a tristeza pela eliminação no Campeonato Paulista, no sábado, e mostra o quanto time pode reagir, mesmo quando tudo começa mal.

Baptista escalou o time titular pela primeira vez no ano com três zagueiros. No papel, o plano era se reforçar diante das jogadas aéreas. Na prática, foi um completo fracasso. O Palmeiras foi incompetente na marcação, mesmo ao se posicionar com uma linha de cinco defensores, e inofensivo no ataque. Borja atuou sozinho no setor. A bola só chegava nele nos chutões, pois não havia criação de jogadas. O time passou o primeiro tempo sem chutar a gol.

Por esse panorama, o intervalo com o placar de 2 a 0 contra foi justo. O Peñarol fez os gols, aos 12 e aos 39 minutos, em dois cruzamentos vindos do lado direito. Se no primeiro foi justificável questionar uma falta em Mina, o segundo clareou o quanto a equipe estava caótica. Os uruguaios fizeram uma linha de passe dentro de área contra uma defesa com três zagueiros.

Abatido, o Palmeiras quase levou o terceiro e teve como maior aliado o fim do primeiro tempo. Apenas a interrupção do jogo poderia deixar o time menos perdido após 45 minutos catastróficos. Não por acaso, para o segundo tempo o esquema de três zagueiros foi desfeito, com duas substituições.

As alterações e o respectivo efeito positivo deixam o treinador palmeirense em um paradoxo entre o acerto nas trocas e o erro pelas escolhas iniciais. Pelo menos, o time se salvou, com uma reação avassaladora e três gols em menos de 30 minutos na etapa final.

Com Willian e Tchê Tchê em campo, o Palmeiras passou a ter saída de bola e adquiriu dinamismo no ataque. No primeiro chute a gol, aos 3, Willian marcou de voleio. O empate veio com Mina, e novamente Willian, já aos 27, virou. O 3 a 2 parecia um milagre, mas soou mais como um alerta para o treinador não voltar a alterar tanto de uma vez só a formação do time.

Pancadaria: Ao fim do jogo em Montevidéu, os jogadores de Peñarol e Palmeiras se envolveram em uma confusão, estendida às arquibancadas do estádio Campeón del Siglo. Os uruguaios tentaram agredir o volante Felipe Melo, que tentou se afastar do conflito. O palmeirense foi perseguido por Mier e deu um soco no atleta do Peñarol.

Os palmeirenses não conseguiram entrar no vestiário na primeira tentativa porque o portão estava fechado e houve empurra-empurra com os seguranças. “Fizeram uma tocaia. Trancaram o portão. Isso aqui não é Libertadores. Pode ser qualquer coisa, mas não é Libertadores. O presidente da Conmebol parece diferente de outros que tiveram problemas judiciais. Esperamos que haja punições. Fica nossa lamentação e nosso repúdio para Conmebol tomar uma providência”, afirmou o diretor de futebol do Palmeiras, Alexandre Mattos.

Imagens do canal de TV a cabo Fox Sports mostraram que o atacante Willian ficou com o rosto machucado. O goleiro Fernando Prass sofreu um corte na boca. Enquanto isso, a torcida do Peñarol invadiu a área reservada aos palmeirenses e iniciaram uma briga.

“Eu tenho uma admiração grande pelo Peñarol por sua história, mas foi premeditado. Fecharam os portões, os seguranças da casa nos impediram de sair. Lamentável. Viemos para jogar futebol. O Peñarol foi melhor no primeiro tempo e o Palmeiras melhor no segundo”, afirmou o técnico Eduardo Baptista.

Nervoso com tudo o que se passava na saída do campo, o treinador palmeirense se exaltou na entrevista coletiva quando perguntado sobre Willian. “Willian é um jogador diferenciado. Até aproveitar a sua pergunta. Sou um cara educado e respeitador. Vocês estão no dia a dia e respeito. Mas colocaram algumas coisas sobre a minha pessoa que vai além do campo. Além da parte tática, sobre se substituiu mal. Isso, respeito. Escutei de uma pessoa importante, um cara que admiro e sou fã há muito tempo. Falar que o Róger Guedes jogou contra a Ponte Preta porque o Mattos escalou e que sou um treinador maleável. Sou um cara muito sério. Batalhei para estar aqui. Exijo respeito. Essa pessoa não falou quem era a sua fonte. Eu sou responsável”, esbravejou Eduardo Baptista, chegando a bater a mão na mesa por duas vezes.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: FERVER