Padilha chama Trump de ‘inimigo da saúde’ e defende Mais Médicos
Em inauguração da nova fábrica da Hemobrás, ministro defende o Mais Médicos e critica postura de Trump contra a saúde pública
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 14/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, manifestou sua indignação em relação aos comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem classificou como “inimigo da saúde“. Durante a cerimônia de inauguração de uma nova fábrica de hemoderivados da Hemobrás, em Goiana, Pernambuco, Padilha reafirmou que iniciativas como o programa Mais Médicos e o sistema de pagamentos instantâneos, conhecido como Pix, são conquistas inegociáveis do povo brasileiro.
“Não há ataque que nos faça renunciar ao Pix ou ao Mais Médicos”, declarou o ministro aos jornalistas presentes, enfatizando a resistência do governo federal diante de pressões externas e internas. Segundo Padilha, os comentários de Trump, que incluem críticas a cientistas e ao desenvolvimento de vacinas no início do ano, refletem uma postura que ameaça a saúde pública global.
O ministro também reiterou suas críticas ao governo norte-americano, sugerindo que Trump se vê como “o chefe do mundo“, um ponto que ele considera problemático em tempos em que a cooperação internacional é vital para enfrentar crises sanitárias.
A nova unidade industrial inaugurada em Pernambuco está prevista para produzir medicamentos de alto custo a partir do plasma humano. Entre os produtos fabricados estão Albumina, Imunoglobulina e Fatores de Coagulação VIII e IX, essenciais para o tratamento de pacientes com queimaduras severas, hemofilias e outras condições críticas. O investimento na instalação totalizou R$ 1,9 bilhão.

No mesmo dia, o presidente Lula cumprirá mais duas agendas no estado. Ele visitará um hospital particular no Recife para anúncios relacionados ao programa Agora Tem Especialistas e participará da entrega de títulos de regularização fundiária em Brasília Teimosa, na zona sul da capital pernambucana.
A Hemobrás, estatal vinculada ao Ministério da Saúde e criada em 2004 com o objetivo de reduzir a dependência do Brasil na importação de derivados sanguíneos, atualmente processa plasma excedente coletado de 72 hemocentros públicos pelo país. A nova fábrica possibilitará que o Brasil aumente sua capacidade produtiva nacionalmente, reduzindo a necessidade de envio desse insumo para o exterior.
Com a nova planta em funcionamento, espera-se que em quatro anos o Brasil consiga produzir até 500 mil litros de plasma fracionado anualmente e seis tipos diferentes de medicamentos.
