Outubro Rosa chega para reforçar ações de prevenção ao câncer de mama

Autoexame deve ser feito uma vez por mês, mas não elimina acompanhamento médico e exames complementares

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Desde a década de 1990, o mês de outubro ganha um colorido diferente. A campanha Outubro Rosa nasceu com a ideia de estimular a participação da população no controle do câncer de mama. A data é celebrada com o objetivo de compartilhar informações sobre a doença, promover a conscientização, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico, tratamento e, consequentemente, contribuir para a redução da mortalidade pela doença.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), depois do câncer de pele não melanoma o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença.

A principal forma de manifestação do câncer de mama é o nódulo. Também pode se apresentar com saída de secreção pela papila – fora da gestação e do puerpério -, retração de pele ou mamilo, alterações na forma ou lesões na pele na região da mama ou no complexo aréolo papilar.

A Dra. Melissa Veiga Felizi, mastologista do Hospital e Maternidade Brasil, explica que a prevenção deve ser feita o ano todo e não somente durante o Outubro Rosa. “O câncer de mama quando diagnosticado e tratado precocemente apresenta chances consideráveis de cura e de realização de cirurgias menos radicais”, orienta.  O diagnóstico é feito por meio de biópsia das lesões palpáveis, visíveis ou que foram identificadas em exames de imagem da mama (mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética).

O tratamento sempre é individualizado, pois depende de características importantes como estadiamento, que é o processo para determinar a extensão do câncer e onde está localizado, e as características clínicas do paciente. Pode ser incluído: cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapia alvo ou hormonioterapia, tudo dependerá do diagnóstico. “É fundamental que o tratamento seja realizado por equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e nutricionistas”, orienta dra. Melissa.

Autoexame

O autoexame acontece por meio do toque e inspeção das mamas, e deve ser mensal a partir de 21 anos de idade. Para as pacientes que menstruam regularmente, é indicado fazê-lo após o ciclo menstrual. Para as que não menstruam, pode ser feito em um dia aleatório do mês. Caso note alguma alteração, é importante procurar imediatamente um médico.

Passo a passo do autoexame:

1.       Fique de frente para o espelho e inspecione as mamas com os braços abaixados;

2.       Coloque os braços atrás da cabeça e observe se ocorreu alguma mudança no contorno das mamas;

3.       Faça a mesma observação colocando as mãos na cintura;

4.       Coloque a mão esquerda atrás da cabeça e com a mão direita faça movimentos circulares na mama esquerda.

5.       Repita o movimento do lado oposto.

Entretanto, nem sempre a doença nem sempre pode ser percebida com o apalpar dos seios. Por isso, a mastologista orienta, “É importante esclarecermos que o autoexame ou mesmo o exame clínico, que é feito por um especialista, não são suficientes para o diagnóstico de câncer. Os exames de imagem são os complementares, que devem ser feitos regularmente com a indicação do especialista”.

Cirurgia

A cirurgia de reconstrução da mama para as mulheres operadas por tumores proporciona a essas pacientes a manutenção da imagem corporal, com consequências importantes e positivas, como maior aceitação da doença, autoconfiança e melhora da sexualidade, garantindo melhores resultados no tratamento e reabilitação.

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  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 06/10/2017
  • Fonte: Farol Santander São Paulo