Os principais goleiros da história do Palmeiras
De Oberdan a Weverton, o Verdão sempre contou com ícones defendendo seu gol, tornando a camisa número 1 uma marca do clube. Confira
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 18/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA
Defender o gol do Palmeiras sempre foi uma responsabilidade enorme, carregada pelo peso da história que a função de goleiro do Verdão representa. Em diferentes momentos da equipe, a posição contou com atletas na liderança, símbolos de coragem e, muitas vezes, o rosto de eras inteiras.
De Oberdan a Weverton, os “paredões” palmeirenses protagonizaram momentos inesquecíveis. Esse legado se reflete até mesmo no mercado de apostas, onde o acesso fácil nas melhores plataformas de 1 real atrai torcedores durante a temporada. Saiba quando apostar e quando parar.
O peso da camisa 1 no Palmeiras
Se existe um clube brasileiro que construiu parte da sua identidade a partir do goleiro, esse clube é o Palmeiras.
Da “Arrancada Heroica” nos anos 40 à era vencedora do Allianz Parque,as camisas 1, 12 ou até 23, no caso dos goleiros da equipe, colecionam atletas recordistas, campeões e personagens que viraram memória afetiva de gerações.
O Palmeiras atravessou diferentes fases táticas no futebol brasileiro, do jogo mais físico e direto do pós-guerra, passando pela sofisticação das “Academias”, até o modelo contemporâneo de construção desde os goleiros, usando os pés.
Em todas essas eras, o goleiro foi central, primeiro como “muralha” reativa, depois como organizador da defesa, e hoje também como primeiro passador do time. A história palmeirense pode ser lida, em boa parte, pela evolução de seus arqueiros.
Os goleiros que mais atuaram com a camisa alviverde
Defender o gol do Palmeiras nunca foi apenas “jogar na posição”. O Verdão carrega uma herança pesada para os goleiros e muitos conseguiram corresponder em campo, elevando o nível da posição no clube.
Confira os 10 goleiros com mais jogos com a camisa do Palmeiras:
- Emerson Leão — 621 jogos
- Marcos — 533 jogos
- Valdir de Morais — 480 jogos
- Velloso — 458 jogos
- Weverton — 454 jogos
- Oberdan — 358 jogos
- Sérgio — 333 jogos
- Gilmar — 290 jogos
- Fernando Prass — 274 jogos
- Primo — 185 jogos
Ídolos eternos — os nomes que fizeram história no gol do Verdão
Os grandes goleiros do Palmeiras não são lembrados só por defesas difíceis, mas também por virarem personagens de títulos, crises superadas e períodos que marcaram a identidade do clube.
Em diferentes eras, a posição foi sinônimo de talento no gol alviverde. Vamos relembrar alguns dos principais nomes.
Marcos (1992-2011), o santo da Libertadores
Revelado pelo clube e palmeirense de uma carreira só, Marcos virou titular em 1999 e se transformou no grande símbolo emocional do Palmeiras moderno. Foram 533 jogos e uma mística rara em pênaltis, com recorde de defesas na história da Libertadores (11) e o prêmio de melhor jogador do torneio em 1999.
Weverton (2018 até hoje), o pilar da era vitoriosa contemporânea
Chegou em 2018, assumiu a titularidade e rapidamente virou alicerce da fase mais vencedora do Palmeiras no século XXI, já ultrapassando 450 jogos e acumulando títulos grandes como protagonista. Hoje, o jogador segue no Grêmio.
Emerson Leão (1969-1978), a voz da Segunda Academia
Titular ainda jovem a partir de 1969, Leão é o goleiro que mais jogou na história do Palmeiras (621 partidas) e um dos grandes líderes da Segunda Academia, combinando presença de área, imposição e leitura tática incomum para a época.
Foi pilar dos Brasileiros de 1969, 1972 e 1973 e dos Paulistas de 1972, 1974 e 1976, além de recordista interno de jogos sem sofrer gols (304), deixando a imagem do goleiro que comandava a defesa com personalidade de capitão.
Valdir de Morais (1958–1968), a muralha da Primeira Academia
Gaúcho, técnico e corajoso apesar da estatura, Valdir foi o camisa 1 da Primeira Academia e referência de excelência nos anos 60, somando cerca de 480 jogos pelo Verdão e presença decisiva em títulos nacionais e estaduais.
Oberdan Cattani (1941–1954), o símbolo da Arrancada Heroica
Ídolo do pós-guerra, Oberdan foi o primeiro grande mito do gol palmeirense. Famoso por reflexos e defesas plásticas, ajudou o clube a atravessar o período de mudança de identidade em 1942 e virou personagem central da Arrancada Heroica, com mais de 350 jogos e quatro títulos paulistas.
Velloso (1988–1999), segurança e faixa de capitão nos anos 90
Cria da casa, Velloso foi titular do renascimento palmeirense que recolocou o clube no topo nos anos 90. Ao todo, foram 458 jogos, com títulos estaduais, nacionais e continentais.
Fernando Prass (2013–2019), o goleiro do “recomeço”
Contratado quando o Palmeiras precisava se reerguer, Prass virou a face da reconstrução. Foram 274 jogos com postura tranquila e liderança madura, culminando no momento mais emblemático de sua carreira alviverde, a final da Copa do Brasil de 2015 no Allianz Parque, em que defendeu pênalti, fez outras intervenções decisivas e ainda marcou a última cobrança que deu o título ao clube. Hoje, é considerado um dos maiores ídolos do Palmeiras.
Zetti (1986–1989), o recorde de invencibilidade
Em um período difícil do clube, Zetti ganhou chance em 1987 e se tornou símbolo de resistência ao alcançar o recorde palmeirense de invencibilidade: 1.238 minutos sem sofrer gols em 12 partidas seguidas, marca que atravessa décadas.