Os perigos da autoagressão para sua saúde mental
As cobranças chegam de todos os lados. As redes sociais mostram um estilo de vida perfeito e inalcançável, as rotinas de trabalhos obrigam as pessoas a serem produtivas o tempo todo e não há mais espaço para o ócio. Nesta correria cheia de cobranças, é comum nos sentirmos frustrados e incapazes. O contexto atual contribui […]
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 09/10/2020
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
As cobranças chegam de todos os lados. As redes sociais mostram um estilo de vida perfeito e inalcançável, as rotinas de trabalhos obrigam as pessoas a serem produtivas o tempo todo e não há mais espaço para o ócio. Nesta correria cheia de cobranças, é comum nos sentirmos frustrados e incapazes.
O contexto atual contribui para exigirmos cada vez mais de nós mesmos e passarmos a, mais do que nos deixarmos de lado, também nos tratarmos mal. Além disso, a pandemia de coronavírus contribuiu para piorar quadros de desequilíbrio emocional. O perigo é que essa autoagressão constante pode ir além de uma frustração momentânea e afetar de forma séria a saúde mental.
Em matéria do portal UOL sobre o tema, o psiquiatra e psicoterapeuta Henrique Bottura destaca que as pessoas têm diálogos internos o tempo todo, incluindo análises de coisas erradas que fazemos, que em maior ou menor grau pode se apresentar de forma agressiva ou autopunitiva.
Segundo o especialista, o problema é que muitas pessoas se tratam de forma exageradamente dura consigo mesmas. “Esses diálogos internos nocivos podem refletir dificuldades quanto ao amor-próprio, o que chamamos de baixa autoestima. Pode também acontecer em quem tem um nível de autoexigência exagerada ou ainda pode sugerir a presença de algum transtorno psiquiátrico como depressão, por exemplo”, afirma o médico ao UOL.
Também em entrevista à publicação, a neuropsicóloga e mestre em Psicologia, Déborah Moss, explica que funções cerebrais podem interferir, pois algumas pessoas têm mais dificuldade no autocontrole, que são chamadas de funções neuropsicológicas.
“Se você juntar questões neuropsicológicas com questões ambientais de exigência, de pressão e ainda questões emocionais, tudo isso vira uma ‘bomba-relógio’ e que pode lutar contra si mesmo, chegando até a casos mais extremos de automutilação e de suicídio” pontuou a especialista ao portal. A interferência familiar e social, desde a infância, também pode interferir em como a pessoa irá se comportar.
De acordo com o site especializado Guia de Bem-Estar, uma boa forma de evitar casos de autoagressão é justamente fazendo o contrário, ou seja, exercitando o amor próprio. Ter momentos de lazer durante a semana para aliviar estresse do trabalho, achar alguma atividade que você goste de fazer e praticar atividades físicas, pois ao se exercitar o corpo libera endorfina, um hormônio responsável pela sensação de prazer e bem-estar, são algumas opções que podem ajudar.
Além disso, em momentos de maiores dificuldades, vale tentar relembrar sua trajetória pessoal e profissional e todas as suas conquistas até o momento, exercitando a autovalorização e autoconfiança para também fortalecer a autoestima e começar a tratar a si mesmo com mais carinho.
Outro fator interessante é entender que em alguns momentos você pode precisar de ajuda e neste caso deve procurar um psicólogo, psicanalista ou psiquiatra para um acompanhamento profissional. E tentar sempre lembrar que podemos ser exigentes com nós mesmos, buscando nosso próprio desenvolvimento, mas respeitando os limites para não passarmos à autoagressão.