Orquestra Experimental de Repertório executa obras de Dvorak e Nielsen

Com o jovem violinista William Hagen como convidado e regência de Jamil Maluf, espetáculo ocorre dia 23 de setembro, no Theatro Municipal

Crédito: Clarissa Lambert

A Orquestra Experimental de Repertório (OER) realiza, em 23 de setembro, o sétimo concerto da série Grandes Sinfonias. Depois de executar obras de Wagner, Mahler, Tchaikovsky e Villa-Lobos, entre outros,  neste mês, a OER sobe ao palco do Theatro Municipal de São Paulo, instituição da Secretaria Municipal de Cultura, para apresentar o Concerto para violino em lá menor op. 53, de Antonin Dvorak, com a participação do violinista William Hagen, e Sinfonia nº1 op. 7, de Carl Nielsen.

 “O Concerto para violino em lá menor op. 53, de Dvorák, se insere na lista das grandes obras para esse instrumento solista. É uma obra que exige um solista virtuose, para que ela se realize em toda plenitude. E nós estamos trazendo um dos maiores nomes da nova geração de violinistas: o americano William Hagen.”, conta Jamil Maluf, maestro titular da OER e regente do concerto. Hagen começou a tocar violino aos quatro anos de idade, estreou nos palcos aos nove, com a Sinfônica de Utah e, desde 2016, estuda na Kronberg Academy, na Alemanha.

Já Carl Nielsen, segundo Maluf, foi escolhido por se tratar de um dos grandes compositores de sinfonias da história. “Ele permaneceu muito tempo à sombra, até que Leonard Bernstein trouxe sua obra para as grandes salas de concerto do mundo, e se pode perceber a profundidade do talento desse compositor dinamarquês. Escolhi a Sinfonia nº1 op. 7 por se tratar de uma obra de grande beleza e sólida construção musical.”, explica.

PROGRAMA:
Grandes Sinfonias VII – Dvorak e Nilsen
Orquestra Experimental de Repertório
Concerto para violino em lá menor op. 53 | A. Dvorak
Sinfonia nº1 op.7 | C. Nielsen
Jamil Maluf – regente
Convidado: William Hagen – violino

SERVIÇO
Local: Theatro Municipal de São Paulo
Praça Ramos de Azevedo, s/nº – São Paulo, SP
Data: Domingo, 23/9, 12h.
Duração: aprox. 60 min.
Classificação indicativa: livre (recomendado para maiores de 7 anos)
Ingressos:  R$ 20 / R$ 15 / R$ 10

Horário da bilheteria: De segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, sábados e domingos, das 10h às 17h. Nos espetáculos à noite, a bilheteria permanece aberta até o início do evento; em dias de espetáculos pela manhã, o espaço abre ao público duas horas antes do início da apresentação. Apenas venda e retirada de ingressos para os eventos do Theatro Municipal de São Paulo.

Orquestra Experimental de Repertório
A Orquestra Experimental de Repertório (OER) foi criada em 1990 a partir de um projeto do Maestro Jamil Maluf, e oficializada pela Lei 11.227, de 1992.

A OER tem por objetivos a formação de profissionais de orquestra da mais alta qualidade, a difusão de um repertório abrangente e diversificado, que mostre o extenso alcance da arte sinfônica, bem como a formação de plateias. Suas várias séries de concertos com renomadas estrelas da música erudita e popular, bem como suas montagens de óperas, balés e gravações para TV, compõem uma programação que, há vários anos, vem conquistando público e crítica. Entre os vários prêmios que recebeu está o Prêmio Carlos Gomes, como destaque de música erudita.

De 2014 a 2016, a OER foi dirigida pelo Maestro Carlos Moreno, e voltou a ter o Maestro Jamil Maluf como seu Regente Titular a partir de 2017, com o Maestro Thiago Tavares como Regente Associado.

Jamil Maluf, maestro titular da Orquestra Experimental de Repertório
Graduou-se em regência orquestral na Escola Superior de Música de Detmold, Alemanha. Em 1980, ao retornar ao Brasil, tornou-se regente titular da Orquestra Sinfônica Jovem Municipal, do Theatro Municipal de São Paulo. Em 1990, criou a Orquestra Experimental de Repertório. Em 2000, foi nomeado regente titular da Orquestra Sinfônica do Paraná, tendo sido por duas vezes regente da Orquestra do Festival de Inverno de Campos do Jordão. Recebeu cinco vezes o prêmio APCA de Melhor Regente de Orquestra, além do Carlos Gomes de Melhor Regente de Ópera e o Maestro Eleazar de Carvalho de Personalidade Musical do Ano. O maestro apresentou, por cinco anos, o programa Primeiro Movimento, na TV Cultura, e foi, de 2005 a 2009, diretor artístico do Theatro Municipal de São Paulo.

William Hagen, violinista convidado
Nasceu em Salt Lake City, Utah (EUA), em 1992, e começou a tocar violino aos quatro anos de idade. Aos dez, entrou na Colburn Community School of Performing Arts, em Los Angeles para estudar com Robert Lipsett. Desde a sua estreia aos nove anos com a Orquestra Sinfônica de Utah, William Hagen tocou com orquestras como St. Louis Symphony, Orquestra Filarmônica Real de Liège, Filarmônica de Bruxelas, Orquestra Nacional da Bélgica, e Filarmônica de Aspen e deu recitais em Tóquio, Bruxelas e Los Angeles, bem como no Festival de Colmar, na França. Foi premiado nos concursos Queen Elisabeth Violin Competition de 2015 e Fritz Kreisler 2014, em Viena. Desde 2016, estuda na Kronberg Academy, com Christian Tetzlaff. Ele toca um violino Andrea Guarneri construído em Cremona em 1675.

Theatro Municipal de São Paulo
O Theatro Municipal de São Paulo faz parte da Secretaria Municipal de Cultura. Em 27 de maio de 2011, o Theatro Municipal de São Paulo foi transformado de departamento da Secretaria Municipal de Cultura em Fundação de direito público, com um corpo artístico formado pela Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, Coro Lírico Municipal de São Paulo, Balé da Cidade de São Paulo, Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, Coral Paulistano , Orquestra Experimental de Repertório, Escola Música do Theatro Municipal de São Paulo e pela Escola de Dança  do Theatro Municipal de São Paulo, e tendo como espaços o Theatro Municipal, a Central Técnica do Theatro Municipal e a Praça das Artes.

Inaugurado em 12 de setembro de 1911, o edifício inspirado na Ópera Garnier, em Paris, tem a assinatura do arquiteto Ramos de Azevedo e projeto interno dos italianos Cláudio Rossi e Domiziano Rossi. Além de receber grandes nomes mundiais da música e da dança como Enrico Caruso, Maria Callas, Francisco Mignoni, Duke Ellington, Ella Fitzgerald, Isadora Duncan, Nijinsky, Nureyev e Baryshnikov; o Theatro também foi cenário de um dos principais eventos da história das artes no Brasil, a Semana de Arte Moderna.

Nos quase 107 anos do Theatro Municipal, três grandes reformas marcaram as mudanças e renovações do prédio: a primeira delas, em 1954, criou novos pavimentos para ampliar os camarins, reduziu os camarotes e instalou o órgão G. Tamburini; a segunda, de 1986 a 1991, restau e para celebrar o centenário, a terceira reforma, mais complexa que as anteriores, restaurou o edifício e modernizou o palco.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 12/09/2018
  • Fonte: FERVER