Orçamento de Campinas para 2026 será de R$ 11,7 bi

Com receitas próprias representando 76% da arrecadação, o novo orçamento municipal prioriza áreas sociais e prevê crescimento de 9,2%

Crédito: Firmino Piton/PMC

O orçamento de 2026 para a cidade de Campinas foi oficialmente sancionado pelo prefeito Dário Saadi na última terça-feira (30/12). A Lei Orçamentária Anual (LOA), já disponível para consulta no Diário Oficial, estabelece as diretrizes financeiras do município e prioriza as áreas sociais. Os maiores investimentos estão concentrados na Educação (R$ 2,378 bilhões) e na Saúde (R$ 2,365 bilhões), reforçando o compromisso da gestão com os serviços essenciais à população.

Além das pastas principais, a Fumec receberá R$ 270,6 milhões, totalizando um investimento em educação e qualificação que ultrapassa a marca dos R$ 2,6 bilhões. “Como nos orçamentos anteriores, priorizamos as áreas sociais, em especial Saúde e Educação, que concentram a maior parte dos recursos para o próximo ano”, destacou o secretário de Finanças, Aurílio Caiado, ao comentar os detalhes do orçamento aprovado.

Entenda a distribuição do orçamento em Campinas

A Secretaria de Serviços Públicos detém a terceira maior fatia deste orçamento, com o aporte de R$ 813,041 milhões, destinados à manutenção e zeladoria da cidade. Outros setores estratégicos também ganharam destaque na peça orçamentária:

  • Assistência Social: R$ 417,653 milhões.
  • Transportes: R$ 334,450 milhões.
  • Câmara Municipal: R$ 256 milhões para o custeio do Legislativo.
  • Emendas Impositivas: R$ 113,8 milhões para projetos indicados por vereadores.

Para garantir a segurança previdenciária dos servidores, o orçamento prevê a alocação de R$ 1,940 bilhão ao Camprev. Já os Encargos Gerais, que englobam o pagamento de dívidas públicas e precatórios, contarão com R$ 1,268 bilhão em recursos.

Arrecadação: ISS e IPTU sustentam o orçamento

A saúde financeira de Campinas demonstra independência, já que as receitas próprias representam 76% de todo o montante que compõe o orçamento. De acordo com a Secretaria de Finanças, a expectativa é de um crescimento de 9,2% nas receitas correntes.

O ISS (Imposto Sobre Serviços) segue como o principal pilar, com estimativa de arrecadar R$ 2,244 bilhões, seguido pelo IPTU, com previsão de R$ 1,658 bilhão. O repasse estadual de ICMS deve injetar mais R$ 1,079 bilhão nos cofres municipais, garantindo a viabilidade das obras planejadas.

Obras e investimentos previstos para o próximo ano

O texto do orçamento de 2026 não apenas prevê números, mas elenca ações concretas que impactam o dia a dia do cidadão campineiro. Entre os principais projetos para o próximo ciclo estão:

  • Saúde: Construção ou ampliação de 9 unidades básicas (UBS) e 3 unidades de especialidades.
  • Infraestrutura: Construção da Ponte do Filipão e obras de macrodrenagem no Córrego Taubaté.
  • Educação: Expansão de escolas de tempo integral e reformas em creches (CEIs).
  • Meio Ambiente: Elaboração de parques lineares, manejo da Mata de Santa Genebra e serviços de castração animal.
  • Mobilidade: Melhoria em abrigos de ônibus, ampliação de ciclovias e construção de um novo Terminal.

A população pôde contribuir diretamente com a elaboração deste orçamento por meio das assembleias do Orçamento Cidadão, ferramenta que aproxima o planejamento técnico das necessidades reais dos bairros.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 02/01/2026
  • Fonte: Fever