Operação SP Sem Fogo entra na fase vermelha com investimento de R$ 400 mi
Governo paulista destina R$ 400 milhões para tecnologia, equipamentos e integração de dados no combate a queimadas durante a estiagem.
- Publicado: 10/06/2026 11:48
- Alterado: 10/06/2026 11:48
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Agência SP
O Governo do Estado de São Paulo lançou nesta quarta-feira (10) a fase vermelha da Operação SP Sem Fogo. A iniciativa destina cerca de R$ 400 milhões para a prevenção e o combate a incêndios florestais durante o período de estiagem. O aporte foca em inovação tecnológica, estruturação de municípios e manutenção de rodovias para mitigar os efeitos climáticos intensificados pelo fenômeno El Niño.
A mobilização estadual da Operação SP Sem Fogo integra a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar Ambiental. A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e seus órgãos vinculados também participam da força-tarefa para otimizar as respostas emergenciais e proteger o ecossistema.
“Nós aprendemos muito com os desafios enfrentados nos últimos anos e reforçamos nossas ações de planejamento diante de um cenário cada vez mais desafiador”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas. Ele destacou que os repasses constantes em maquinário e treinamento visam reduzir os danos ambientais e resguardar a população.
Tecnologia na Operação SP Sem Fogo e integração de dados
O Painel de Inteligência centraliza as inovações de monitoramento desta edição. A plataforma cruza índices meteorológicos e mapas de risco em tempo real. A inteligência artificial aponta as áreas críticas automaticamente e agiliza o despacho de viaturas para as zonas de calor.
“O enfrentamento aos incêndios começa muito antes do primeiro foco de fogo surgir”, explicou o coronel PM Rinaldo de Araujo Monteiro, coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil. A estratégia antecipa ameaças utilizando a Muralha do Fogo, um sistema que conecta as câmeras rodoviárias ao centro de controle estadual.
O Sistema de Monitoramento e Alerta Climático (SMAC) rastreia os indícios de chamas via satélite ainda em estágio inicial. O Estado também firmou uma parceria com o aplicativo Waze. Os motoristas conseguem reportar as ocorrências nas margens das pistas de forma instantânea na plataforma.
Estruturação dos municípios e equipamentos táticos
O poder executivo aplicou R$ 90,4 milhões para fortalecer o arsenal das prefeituras na Operação SP Sem Fogo. O montante garante 100 caminhões-pipa, 22 utilitários tracionados e centenas de kits manuais de abafamento. O planejamento inclui o custeio de horas de voo para aeronaves que operam em terrenos de difícil acesso.
Os gestores treinaram mais de 3 mil agentes locais para a Operação SP Sem Fogo. O plano de contingência para o clima seco já conta com a adesão de 613 cidades, um aumento expressivo em relação ao ciclo do ano passado. Produtores rurais de assentamentos receberam capacitação técnica para apoiar a supressão do fogo em núcleos comunitários.
“Estamos fortalecendo o monitoramento, ampliando a capacidade de resposta dos municípios e investindo na proteção das nossas unidades de conservação”, declarou Natália Resende, secretária da Semil.
Fiscalização e unidades de conservação
A Fundação Florestal recebeu R$ 19,3 milhões para patrulhar parques e reservas ecológicas. Os guardas operam drones termais de longo alcance para identificar pontos quentes à noite. As equipes em campo contam com 243 brigadistas temporários para a abertura de trilhas e fiscalização ambiental.
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP) executa a limpeza da vegetação rasteira nas faixas de domínio sob um orçamento de R$ 288,9 milhões. Os aceiros limpos funcionam como barreiras físicas e impedem a propagação das labaredas para propriedades rurais e matas nativas.
O monitoramento das cicatrizes de fogo quantifica os prejuízos ambientais e embasa a responsabilização legal dos infratores. A coordenação unificada de aeronaves, maquinário pesado e efetivo humano define o avanço tático e a capacidade protetiva da Operação SP Sem Fogo.