Operação SP Sem Fogo amplia ações de prevenção e combate a incêndios

A Operação SP Sem Fogo mobiliza órgãos estaduais de junho a outubro para monitorar focos de calor e punir crimes ambientais em São Paulo

Crédito: Divulgação/Governo de São Paulo

O Governo do Estado de São Paulo inicia o período mais crítico para o monitoramento de queimadas e incêndios florestais. Entre os meses de junho e outubro, a Polícia Militar Ambiental intensifica as ações da Operação SP Sem Fogo em todo o território paulista. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e promove a integração de órgãos estaduais e municipais para proteger áreas urbanas e rurais.

Durante a execução da Operação SP Sem Fogo, as equipes operacionais atuam diretamente na fiscalização e no patrulhamento preventivo. O foco principal inclui o combate à soltura ilegal de balões, prática considerada criminosa que eleva o risco de grandes incêndios e acidentes urbanos. O trabalho de campo é realizado por cinco Batalhões de Polícia Ambiental, que investigam as causas de cada ocorrência para aplicar as devidas punições administrativas e criminais.

Tecnologia e Copom Ambiental agilizam o atendimento

Monitoramento por satélite em tempo real

A eficiência no combate aos incêndios depende da velocidade de resposta das equipes. A Polícia Militar Ambiental garante o atendimento de 100% dos focos de calor detectados pelo satélite Aqua, do Instituto Nacional de Pesquisas Empreendimento (Inpe). Esse monitoramento é cruzado com as denúncias recebidas pelo Copom Ambiental, por meio do telefone 190.

O fluxo de trabalho envolve triagem qualificada e despacho imediato de viaturas para as coordenadas exatas do fogo. Conforme explica o tenente Aurélio Teixeira, porta-voz da Polícia Militar Ambiental:

“A atuação integrada entre tecnologia, fiscalização e prevenção tem sido fundamental para reduzir os impactos das queimadas no estado e garantir uma resposta mais rápida às ocorrências ambientais.”

Parceria com produtores rurais e prevenção

Além das sanções e do combate direto, a Operação SP Sem Fogo aposta na conscientização. Proprietários rurais recebem orientações técnicas sobre a obrigatoriedade da manutenção de aceiros e a criação de planos formais de proteção contra incêndios.

Medidas preventivas reduzem o impacto ambiental

O esforço conjunto entre o setor público e a iniciativa privada gerou resultados expressivos no balanço mais recente do estado. As ações coordenadas pela Operação SP Sem Fogo resultaram na redução de 87,5% das áreas queimadas em plantações de cana-de-açúcar e em vegetação natural, dado que engloba as Áreas de Preservação Permanente (APPs). O índice de redução também se refletiu no número de autos de infração emitidos pelas equipes de fiscalização.

Essa queda nos indicadores é atribuída à adoção de medidas estruturais pelo setor produtivo. Empresas e sindicatos rurais aderiram ao Protocolo Etanol Mais Verde e investiram na criação do Plano de Auxílio Mútuo contra Incêndios, que qualifica colaboradores e fornece equipamentos adequados para conter as chamas antes da chegada das autoridades.

A estratégia da Operação SP Sem Fogo divide-se nas fases verde, amarela e vermelha. Essa progressão acompanha o avanço da estiagem e otimiza o uso dos recursos públicos nas frentes de controle, monitoramento e combate ao fogo.

  • Publicado: 04/06/2026 14:24
  • Alterado: 04/06/2026 14:24
  • Autor: Gabriel de Jesus
  • Fonte: Agência SP