Operação Perfídia mira doleiro que originou Lava Jato

Segundo a PF, o grupo criminoso acusado de falsificação de documentos, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, tem a família Chater como é “núcleo duro"

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Relatório da Polícia Federal referente à 2ª fase da Operação Perfídia, deflagrada nesta quarta-feira, 27, classifica o doleiro Carlos Chatter – um dos primeiros alvos da Operação Lava Jato. A organização, segundo a PF, é “capitaneada” pela prima dele, a advogada Cláudia Chater.

A Perfídia descobriu a movimentação de cifras bilionárias por um grupo investigado pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e falsificação de documentos. Uma das transações chegou a US$ 5 bilhões. De acordo com o relatório da Polícia Federal, o “núcleo duro” da organização é liderado por Cláudia Chater e familiares.A Perfídia descobriu a movimentação de cifras bilionárias por um grupo investigado pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e falsificação de documentos. Uma das transações chegou a US$ 5 bilhões. De acordo com o relatório da Polícia Federal, o “núcleo duro” da organização é liderado por Cláudia Chater e familiares.

As investigações se iniciaram em 2016, quando o jordaniano Suleimsn Hamdan Al Helalat foi preso em flagrante no Aeroporto Internacional de Brasília, pelo uso de passaporte falso. As investigações sobre a origem do documento falso levaram à Cláudia, apontada como fornecedora, não só de Ismail, mas também de outros estrangeiros que tentaram entrar no Brasil com auxílio do esquema

Na primeira fase da Operação, deflagrada em dezembro do ano passado, foram identificados integrantes da organização que produzia documentos falsos. De acordo com o Ministério Público Federal, as buscas e apreensões encontraram, em endereços ligados a Cláudia, “petições incluídas em processos com pedido de nacionalidade brasileira a pessoas de origem árabe”.

Segundo a Procuradoria da República do Distrito Federal, documentos em papel timbrado do escritório Chater Advocacia ? 2) O núcleo de apoio, formado por advogados, contadores, empresários e outros integrantes que também tinham “papel de destaque”, por auxiliarem na lavagem de dinheiro; 3) os especialistas em falsificação de documentos; 4) os responsáveis por ocultar a identidade dos verdadeiros donos dos imóveis comprados pela organização; 5) agentes públicos.

O Ministério Público Federal destaca que as investigações podem ainda encontrar um esquema maior, “com ramificações em outros crimes”.

Defesas
A defesa de Cláudia Chater não respondeu aos questionamentos da reportagem. O espaço está aberto para manifestação.

O advogado de Ismail Suleiman, Grimoaldo Roberto de Resende, esclareceu que “a ação penal ainda está em curso e não tem sentença”. “Naturalmente, acredito em sua absolvição por estar convicto de que ele não agiu com dolo. Foi ouvido sem estar assistido por tradutor oficial e, por certo, não entendeu o alcance dos fatos e talvez não tenha sido entendido corretamente. Hoje, ele está na Jordânia e, acaso seja convocado poderá comparecer”, afirma o advogado.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 27/04/2017
  • Fonte: FERVER