Operação Impacto Metropolitano tem início nas sete cidades do ABC
Operação é a maior da história da região, utiliza inteligência artificial e coloca nas ruas mais de 2.000 policiais, cerca de 500 viaturas e o helicóptero Águia
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 18/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Na tarde desta quarta-feira (17), a Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André (Craisa) foi o ponto de partida da Operação Impacto Metropolitano, que colocou nas ruas mais de 2.000 policiais, entre homens e mulheres, das Polícias Militar (PM) e Civil, e cerca de 500 viaturas, com uso de carros, motos, cavalaria e o helicóptero Águia da PM, além do uso de inteligência artificial para otimizar as ações de prevenção e coibir crimes.

Maior operação já realizada
O prefeito Andreense e anfitrião, Gilvan Ferreira (PSDB), destacou a dimensão da operação e já apresentou números mesmo antes de a ação ter início.

“A maior operação da história do Grande ABC. E como já foi falado, tem 17 presos. Porque, pela manhã, os policiais já estavam no patrulhamento. Os índices estão caindo, mas a gente precisa de mais sensação de segurança para a população. Muitos policiais de outras regiões em Santo André, mas Comando de Policiamento de Área Metropolitana 6 (CPA/M-6) também, o Coronel Sanches tem feito um brilhante trabalho de patrulhamento para aumentar cada vez mais essa sensação de segurança. Principalmente com o Muralha Andreense, o Muralha Paulista, protegendo as nossas divisas, os prefeitos das sete cidades aqui, de forma integrada também”, destacou o chefe do Executivo Andreense.
Maior produtividade e sensação de segurança
Coronel Caio, comandante do Policiamento Metropolitano, afirmou que esta ação é parte do que é possível visualizar e que existem outras ações de menor dimensão, mas que trazem resultados tão satisfatórios quanto os apresentados pelas grandes operações.

“Aqui os senhores presenciaram a parte mais visível da operação. Esse contingente de dois mil policiais militares e 500 viaturas, parte desse momento e até mais ou menos umas 22, 23 horas estarão por aqui. Depois, a gente vai desenvolver operações em menor proporção. Nosso papel aqui hoje é propiciar maior sensação de segurança e também entregar a alta produtividade que já está ocorrendo inclusive”, garantiu o coronel.
De acordo com o Coronel, há um calendário anual que é seguido e, por isso, toda operação é avisada com antecedência e tem se apresentado como eficiente e eficaz.
Aspectos que colocam as operações nas ruas
O coordenador operacional e Coronel Lucena é responsável pelo calendário de todo Estado de São Paulo e ressalta quais aspectos são observados para colocar as operações em prática.

“Essas operações são importantes porque trazem a sinergia entre o Poder Público Estadual e o Municipal. E as diversas operações são complementares. Vai uma operação no ABC, operação na divisa, os vários batalhões integrados. E é fruto de uma análise criminal, é feita uma análise anteriormente para ver o tipo de delito predominante em cada região. Então, o policiamento, o ativo operacional, é alocado onde e quando precisa e de acordo com a necessidade. Ou seja, é uma ação cirúrgica que o resultado positivo é garantido”, explicou o coordenador e coronel Lucena.
Ação da Polícia Civil
O delegado seccional de Diadema, Dr. Eduardo Castanheira, disse que o trabalho da Polícia Civil não se limita ao investigativo e em uma ação deste porte atuará com o que for preciso.

A participação, tanto da Polícia Civil, quanto da Guarda, apesar da função da Polícia Civil ser o repressiva, em uma operação dessa magnitude, a participação da Polícia também é muito importante para dar visibilidade e, no caso de se deparar com ocorrências, dar continuidade, levar para delegacia e prosseguir com as investigações. Tanto a Guarda, quanto a Polícia Civil, são forças de segurança que dão apoio à Polícia Militar nesse tipo de operação. A gente está 24 horas a serviço da população no intuito de combater o crime, independentemente da função repressiva ou preventiva”, avisou o delegado.
A prefeita de São Bernardo do Campo, Jessica Cormick, sargento da PM, percebe que, muitas vezes, a sensação de insegurança sobrepõe a realidade das ações e a redução dos gráficos criminais.

“A sensação de insegurança não está no mesmo nível do índice que vem caindo aqui no ABC. Então, às vezes, a gente escuta que uma pessoa foi roubada, aí você fica com aquela insegurança de que parece que não está tendo a efetividade do patrulhamento da GCM (Guarda Civil Municipal), do policiamento, mas está sendo feito e a criminalidade está reduzindo. E quando você vê realmente a viatura na rua, o policiamento na rua, traz de volta aquela sensação, aquela percepção de segurança para o cidadão”, pondera a prefeita.
Olhar do vereador e Cabo da PM
Vereador de Diadema, o Cabo Angelo (MDB), elogiou o trabalho em conjunto, mas entende que o número de policiais em sua cidade ainda é ínfimo.

“Ultimamente, nós estamos vendo que a Polícia Militar e a Polícia Civil estão realizando um trabalho de excelência. Apesar do baixo efetivo, os policiais fazem mágica com o que tem. Então nós estamos aqui para poder contribuir e apoiar as forças de segurança. Diadema já foi uma cidade com números alarmantes, hoje, estamos com números razoavelmente baixos. Claro que o crime ainda existe, ainda acontecem algumas situações criminosas, mas as forças de segurança estão atentas. Não à toa, o 24º Batalhão, algum tempo atrás, ficou em quarto lugar no Estado de São Paulo em produtividade”, destacou o edil.
Operação segue uma lógica
O Coronel Sanches, da Polícia Militar, já avisou que o número de presos vai aumentar e afirmou que a operação segue uma lógica, na qual os pontos mais vulneráveis são observados com mais cuidado.

“Então, na operação de hoje, a gente procurou projetar, por meio de levantamento de inteligência e de incidência criminal, os principais pontos de maior índice criminal. Assim, a gente projetou, no mapa, os principais corredores, com pontos de contato nos sete municípios e a partir deles, a gente distribuiu o efetivo. Temos o apoio conjunto com a Polícia Rodoviária, com o Choque, com o Ambiental, o Trânsito, e com a Águia também, que consegue cobrir uma área territorial num tempo mais curto. Já temos 17 presos, mas esse número vai aumentar”, alertou ele.
Para a Operação Impacto Metropolitano e para cooperação foi desenvolvido um bio-site de inteligência artificial, que faz a combinação de pessoas, viaturas e os principais delitos, e com isso, cada policial já sabe de onde vai sair, onde vai ficar e o que vai fazer, e é retroalimentado com parcerias com as demais instituições, organizações, os poderes públicos e integrado ao vigilância solidária aqui do ABC, na qual um quarto do programa no Estado está alocado na região do ABC.
Além de todo contingente policial, ainda há a atuação da GCM das sete cidades, que trabalham em conjunto no patrulhamento e em cooperação com as outras forças de segurança.