Operação destrói prédios irregulares do tráfico na Rocinha
Estruturas de R$ 6 milhões apresentavam luxo e riscos de desabamento
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 26/06/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro Liberdade
Na manhã desta quinta-feira (26), uma operação coordenada entre as forças de segurança do Rio de Janeiro e do Ceará resultou na demolição de três edifícios construídos de forma irregular pelo tráfico na comunidade da Rocinha, situada na zona sul do Rio de Janeiro.
Durante a ação, os agentes descobriram em um dos imóveis uma cobertura que possuía piscina, cozinha gourmet e uma geladeira cheia de bebidas, com vista privilegiada para o mar de São Conrado. Em outro prédio, foi localizada uma passagem secreta que levava à mata circundante. Os prédios, localizados na área da Dionéia, eram utilizados como esconderijo por membros do Comando Vermelho do Ceará e apresentavam risco de desabamento devido ao desmatamento da encosta onde estavam erguidos.
As construções ocupavam uma área total de cerca de 2 mil m² e variavam entre dois a sete andares. Apesar de terem sido erguidas sem autorização da Prefeitura, os imóveis possuíam um acabamento sofisticado. De acordo com engenheiros da Prefeitura, o custo estimado das edificações gira em torno de R$ 6 milhões.
Essas estruturas foram utilizadas como abrigo por líderes do tráfico que se deslocaram do Ceará para o Rio de Janeiro. No dia 31 de maio, uma operação integrada envolvendo os Ministérios Públicos e as polícias dos dois estados resultou em ordens de prisão e busca contra esses criminosos. Embora armas, munições e drogas tenham sido apreendidas, nenhum dos alvos foi detido. Um drone da PM registrou a fuga de vários traficantes armados enquanto se camuflavam na mata.
Para garantir a segurança durante a operação desta quinta-feira, o policiamento na região foi intensificado com a participação do Comando de Operações Especiais (COE), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) e da Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha (UPP). Essas equipes foram posicionadas nos principais acessos à comunidade.
A operação foi liderada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), através do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (GAEMA/MPRJ) e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), em parceria com a Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP). Contou ainda com o apoio da Polícia Militar do Estado do Rio (PMERJ), do Ministério Público do Ceará (MPCE), da Polícia Civil cearense, da Secretaria Municipal de Assistência Social e da empresa RioLuz.