Operação desmantela esquema de fraudes em planos de saúde e revela prejuízo bilionário

Prejuízo chega a R$ 50 milhões com cirurgias falsas e materiais superfaturados

Crédito: Divulgação/Governo Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta segunda-feira (25) a Operação Bisturi, destinada a desmantelar um esquema de fraudes em planos de saúde, que resultou em um prejuízo estimado de R$ 50 milhões às operadoras. Entre as empresas afetadas pelo esquema criminoso estão Bradesco, Amil, Golden Cross e Sul-América.

As investigações conduzidas pela Delegacia do Consumidor (Decon) revelaram um sofisticado esquema envolvendo advogados e médicos, que utilizavam o sistema judicial para obter liminares. Essas liminares tinham o objetivo de obrigar as operadoras a autorizar cirurgias superfaturadas, muitas das quais não eram efetivamente realizadas.

Os agentes da Decon cumpriram 15 mandados de busca e apreensão em diversos locais do estado, incluindo bairros como Barra da Tijuca, Leblon, Ipanema, Jacarepaguá e a cidade de Duque de Caxias. O foco era desarticular uma rede criminosa composta por 11 alvos específicos.

Além das falsas cirurgias, outra tática empregada pelos fraudadores incluía solicitações de reembolso para serviços que nunca foram prestados. O grupo também estava envolvido na solicitação de procedimentos em nome de médicos já falecidos. Uma das práticas mais lesivas identificadas foi a venda de órteses, próteses e materiais especiais com valores inflacionados, muito acima do preço praticado no mercado.

Esta operação destaca-se pela complexidade e pela quantidade significativa de recursos desviados dos sistemas de saúde suplementar, prejudicando tanto as empresas quanto os consumidores. As investigações prosseguem na tentativa de identificar todos os envolvidos e recuperar os valores desviados.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 25/11/2024
  • Fonte: Farol Santander São Paulo