Operação da Polícia Federal prende 14 por golpes financeiros
Esquema contava com funcionários da Caixa e de bancos privados; Caixa se pronuncia em nota ao Portal ABCdoABC
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 21/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A Polícia Federal (PF) iniciou na manhã desta quinta-feira (21) uma operação voltada ao combate a uma organização criminosa envolvida em fraudes de empréstimos e em programas sociais, com um impacto financeiro estimado em R$ 110 milhões no sistema bancário nacional.
Durante a ação, foram cumpridos 26 mandados de prisão e 28 mandados de busca e apreensão em oito cidades do estado do Rio de Janeiro, além da capital paulista. Esta operação representa a segunda fase da iniciativa denominada Oásis 14, que até o momento resultou na detenção de 14 suspeitos.
Conforme apurado pela PF, a quadrilha utilizava cerca de 330 empresas fictícias registradas em imóveis reais. O esquema contava com a participação de seis funcionários da Caixa Econômica Federal e quatro de instituições bancárias privadas, cujos nomes não foram divulgados pela corporação.
Em resposta às investigações, a Caixa Econômica Federal declarou que está empenhada na identificação de fraudes e se comprometeu a colaborar com as autoridades competentes.
Os crimes incluíam a simulação de movimentações financeiras, o uso de propriedades reais como disfarce para empresas fictícias, bem como a abertura de contas e a concessão de empréstimos, facilitadas pela atuação dos funcionários envolvidos. Além disso, indivíduos de baixa renda eram utilizados como laranjas na execução das fraudes.
Estima-se que o grupo tenha realizado aproximadamente 200 operações fraudulentas de crédito, acarretando perdas que ultrapassam R$ 33 milhões para a Caixa. O prejuízo total para o sistema financeiro pode chegar a R$ 110 milhões.
Ainda segundo informações da PF, as investigações contaram com o apoio da Corregedoria e da Centralizadora Nacional de Segurança e Prevenção à Fraude da Caixa Econômica Federal.
Um incidente durante as buscas revelou que, na residência de um dos alvos da operação em São Pedro da Aldeia (RJ), os policiais encontraram um revólver com seis munições. Isso resultou na prisão em flagrante do investigado por posse ilegal de arma de fogo, além da detenção já prevista por mandado judicial.
Embora não tenha comentado especificamente sobre o caso em questão, a Caixa reiterou seu compromisso em trabalhar junto às forças de segurança pública nas investigações relacionadas ao combate a atividades ilícitas. O banco destacou que informações sobre esses casos são tratadas como sigilosas e repassadas exclusivamente à Polícia Federal e demais órgãos competentes.
Nota da CAIXA
A CAIXA esclarece que, quando identificados indícios de ilícitos, atua conjuntamente com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações que combatem tais ocorrências. As informações relativas a tais casos são consideradas sigilosas e repassadas exclusivamente à Polícia Federal e demais órgãos competentes para análise e investigação.
O banco aperfeiçoa, continuamente, os critérios de segurança de acesso aos seus aplicativos e movimentações financeiras, acompanhando as melhores práticas de mercado e as evoluções necessárias ao observar a maneira de operar de fraudadores e golpistas, e monitora ininterruptamente seus produtos, serviços e transações bancárias para identificar e investigar casos suspeitos.A CAIXA disponibiliza informações de segurança no site da CAIXA: www.caixa.gov.br/seguranca.