Operação Big Mobile: 69 presos e mais de 700 celulares já devolvidos às vítimas
Mais de 10 mil aparelhos foram recuperados durante a terceira fase da ação da Polícia Civil
- Publicado: 20/02/2026
- Alterado: 11/03/2025
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Patati Patatá Circo Show
A Polícia Civil trabalha para identificar os proprietários dos celulares recuperados na segunda-feira (10) durante a terceira fase da Operação Big Mobile, realizada para desarticular um esquema de receptação de aparelhos subtraídos no estado de São Paulo. No total, 69 pessoas foram presas e 10,7 mil equipamentos apreendidos sem procedência e com suspeita de furto ou roubo.
A principal forma de realizar essa identificação é através da consulta do número de IMEI (Identificação Internacional de Equipamento Móvel, em português) do celular, um código numérico que funciona como um RG que diferencia o aparelho dos demais. Por isso, é importante que a vítima forneça a numeração ao realizar o boletim de ocorrência.
“Cada unidade que realizou a apreensão dos aparelhos vai fazer a identificação através do IMEI. Caso seja possível fazer o processo de forma manual no próprio distrito e com a localização da vítima, o celular será prontamente entregue ao proprietário”, disse o delegado Daniel Borgues, da 1ª seccional de polícia, no centro da capital.
“No entanto, os aparelhos que estejam quebrados, descarregados, sem bateria ou com senha de bloqueio, serão encaminhados para o departamento de inteligência para que com a ajuda de um software seja possível quebrar essa criptografia e realizar a extração desse número de IMEI”, complementa o delegado.
Durante a ação, 737 telefones móveis já foram prontamente entregues aos seus donos. A maior parte (672) foi restituída na capital paulista, que teve a região central como grande ponto de apreensões de celulares em São Paulo.
Na primeira e segunda fases da operação, realizadas em janeiro na capital e na Baixada Santista, mais de 16 mil celulares foram recuperados. Cerca de 2 mil aparelhos já estão em processo de devolução às vítimas.
Baixada Santista
O maior número de celulares apreendidos na operação realizada ontem aconteceu na Baixada Santista, que integra a região do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter) 6. Foram 4,5 mil aparelhos, cerca de 42,8% do total.
As outras regiões com mais apreensões foram a cidade de São Paulo, com 3,3 mil celulares, e a região metropolitana da capital, com 1,2 mil celulares sem procedência legal.
Sobre a operação
Cerca de 2,9 mil policiais participaram da terceira fase da operação Big Mobile. Os agentes analisaram mais de 1,5 mil boletins de ocorrência registrados de janeiro até o final de fevereiro.
A partir das informações fornecidas pelas vítimas, foi possível identificar o último local que o sinal GPS indicou. Durante a ação, os agentes fiscalizaram lojas e outros imóveis com base nos levantamentos de inteligência, que apontaram os principais locais para onde os celulares são levados após os crimes.
Veja o que fazer caso tenha o celular furtado ou roubado e dicas extras de segurança:
É importante registrar o número do IMEI do celular e mantê-lo salvo em um lugar seguro sempre que adquirir um aparelho novo. O IMEI pode ser localizado na caixa do aparelho ou no menu de configurações.
Outra dica é ativar as ferramentas de localização em tempo real do aparelho e compartilhar essas informações com a polícia e com amigos, o que pode ajudar a encontrar o dispositivo. Cada marca possui configurações e políticas de privacidade específicas para essas ferramentas.
Além disso, é recomendável bloquear temporariamente cartões e contas disponíveis no aparelho por meio do banco, uma medida que pode evitar prejuízos maiores caso o dispositivo caia em mãos de estelionatários.
Em 2023, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) lançou o aplicativo “Celular Roubado”, que permite solicitar o bloqueio do terminal móvel, da linha (SIM Card) e de alguns aplicativos instalados no celular. Segundo a Anatel, o bloqueio da linha impede seu uso em outro aparelho e evita custos indevidos na fatura, enquanto o bloqueio do aparelho impossibilita que o dispositivo acesse as redes móveis brasileiras.