Operação Aurora: Gaeco desmantela esquema de extorsão envolvendo policiais em SP

Policiais envolvidos atacam trabalhadores autônomos, revelando uma realidade alarmante.

Crédito: Divulgação

Na manhã desta segunda-feira, 16 de outubro, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em colaboração com a Corregedoria da Polícia Militar e a Corregedoria da Polícia Civil, deu início à Operação Aurora. Esta ação visa desmantelar uma organização criminosa que atuava na extorsão de trabalhadores autônomos na região do Brás, localizada no centro de São Paulo.

Segundo informações divulgadas pelo Ministério Público de São Paulo (MP/SP), a investigação revelou a participação de policiais militares e civis, tanto da ativa quanto aposentados, dentro da referida organização criminosa. Ao todo, serão executados 15 mandados de prisão preventiva, que incluem seis policiais militares. Além disso, 20 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos, abrangendo cinco pessoas jurídicas e 15 indivíduos.

A operação também resultou na quebra do sigilo bancário e fiscal de oito empresas e 21 pessoas físicas envolvidas nas atividades ilícitas. O Gaeco iniciou a apuração após receber denúncias da Corregedoria da Polícia Militar, que indicavam que agentes de segurança pública estavam exigindo pagamentos regulares para permitir que as vítimas continuassem suas atividades comerciais na área.

A investigação expôs uma realidade alarmante: muitos dos vendedores extorquidos são imigrantes oriundos de países sul-americanos, os quais enfrentam dificuldades para acessar linhas de crédito. Consequentemente, esses trabalhadores se veem obrigados a recorrer a agiotas para obter empréstimos e repassar valores aos criminosos. Os agiotas, por sua vez, utilizam a proteção oferecida por alguns policiais para realizar cobranças violentas contra aqueles que não conseguem honrar suas dívidas.

Uma testemunha revelou que a organização criminosa impõe uma taxa inicial de R$ 15 mil como “luvas” para que os profissionais possam operar na área, além de exigir um pagamento semanal de R$ 300 para garantir a autorização de permanência no local.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 16/12/2024
  • Fonte: FERVER