ONG Sorrir é Viver recepciona calouros
Exemplo de humanização, grupo de estudantes de Medicina utiliza a arte do palhaço e a contação de histórias nos hospitais do Grande ABC
- Publicado: 22/02/2012 20:33
- Alterado: 22/02/2012 20:33
- Autor: Eduardo Nascimento
- Fonte: FUABC
A tradicional Semana de Recepção dos Calouros da Faculdade de Medicina do ABC contou com participação especial este ano do Projeto Sorrir é Viver. Trata-se de ONG formada por alunos de Medicina, que contam histórias e se vestem de palhaços com intuito de transformar ambientes hospitalares e ambulatoriais. Entre outras atividades, os primeiroanistas da graduação médica foram recebidos na FMABC com palestra de apresentação, exibição de vídeo e dinâmicas em grupo organizadas pelo Sorrir é Viver.
A convite da IFMSA (Internatinal Federation of Medical Student’s Association), a ONG retornou à cena para a atividade CINEMED. Os calouros assistiram ao filme Patch Adams – sobre humanização em saúde – e participaram de discussão com veteranos e membros do Sorrir é Viver, que também realizaram apresentações de clowns e contadores de histórias. Também houve o “Sarau no Diretório Acadêmico”, em que todos os estudantes que sabiam tocar algum instrumento foram convidados a se apresentar. “O intuito da recepção é fazer com que todos se conheçam, não apenas pelos órgãos que representam, como Diretório Acadêmico, Sorrir é Viver ou Associação Atlética, mas sim pelas pessoas que compõem essas entidades. A ideia é permitir que os calouros se integrem entre si e com os veteranos”, explica a Coordenadora de Mídia do Sorrir é Viver, Andrea Tiemy Yamada.
Sorrir é Viver: O Sorrir é Viver é uma iniciativa pioneira de humanização desenvolvida por alunos de Medicina da Faculdade de Medicina do ABC. O grupo tem por objetivo a transformação positiva do ambiente hospitalar e a humanização da formação médica, utilizando para isso a arte lúdica do palhaço e o trabalho com contadores de histórias.
As bases teóricas, metodológicas e de pesquisa sobre os efeitos benéficos da humanização hospitalar foram projetadas em 2002, inspiradas no sucesso do programa Doutores da Alegria e no filme Patch Adams. A formação efetiva do primeiro grupo ocorreu em março de 2005, inicialmente com 14 estudantes do 2º ao 4º ano. Hoje o Sorrir é Viver conta com dezenas de alunos-palhaços, que desenvolvem atividades semanais de humanização no Ambulatório de Especialidades da Faculdade de Medicina do ABC e com pacientes internados no Hospital Estadual Mário Covas, Centro Hospitalar Municipal de Santo André, Casa Ronald ABC (Casa de Apoio à Criança com Câncer) e Hospital de Ensino Anchieta.
Todos os integrantes passam por curso de formação ou em arte clown ou em contação de histórias. Com duração de seis meses, o treinamento é ministrado por professores especialistas nas áreas, que utilizam técnicas teatrais, circenses e de improviso para a capacitação dos integrantes do Sorrir é Viver. Essa orientação teatral não tem por objetivo formar profissionais nas artes cênicas, mas sim orientar os acadêmicos a como interagir com o paciente no ambiente hospitalar.
Em 2011 o grupo foi reconhecido como Organização Não Governamental (ONG). Dessa forma, a iniciativa passou a constituir Pessoa Jurídica e ganhou CNPJ próprio, o que garante maiores estabilidade como organização, potencial de desenvolvimento e possibilidades de captação de apoiadores.
Mais informações pelo site: http://www.sorrireviver.org/