OMS alerta para avanço da gripe K e reforça medidas preventivas

Crescimento de casos da gripe k na Europa e na Ásia leva organização a monitorar risco de expansão para outras regiões

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Uma nova variação do vírus Influenza tem ampliado a atenção de autoridades sanitárias internacionais. O subtipo A(H3N2), conhecido como gripe K, apresentou aumento expressivo de circulação em países da Europa e da Ásia, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a emitir um alerta global para monitoramento e contenção da doença.

Segundo a entidade, embora a atividade da influenza ainda esteja, em termos gerais, dentro do padrão sazonal esperado, algumas regiões têm registrado crescimento antecipado e acima da média histórica para o período.

Aumento de casos preocupa autoridades de saúde

Relatório divulgado pela OMS aponta que, no Sudeste Asiático, cerca de 43% das pessoas diagnosticadas com gripe estão infectadas por essa nova variação do vírus. O dado reforça a necessidade de vigilância epidemiológica, especialmente diante da velocidade de disseminação observada nos últimos meses.

De acordo com a organização, os sintomas da gripe K são semelhantes aos de outros subtipos da Influenza, incluindo febre, tosse, dores no corpo e mal-estar. No entanto, o volume elevado de casos acende um alerta para possíveis impactos sobre os sistemas de saúde, principalmente em períodos de maior circulação de vírus respiratórios.

Vacinação segue como principal estratégia de prevenção

Vacina contra gripe está disponível em todos os centros de saúde de Campinas
Fernanda Sunega/Prefeitura de Campinas

Diante do cenário, a OMS voltou a destacar a importância da vacinação anual contra a influenza. Em nota, a organização afirma que “as vacinas continuam sendo essenciais, especialmente para pessoas com alto risco de complicações da influenza e seus cuidadores”.

O comunicado ressalta ainda que, mesmo havendo diferenças genéticas entre os vírus atualmente em circulação da gripe k e as cepas incluídas nas vacinas, o imunizante sazonal pode oferecer proteção relevante.

“A vacina ainda pode proteger contra vírus com deriva antigênica e contra outras cepas virais contempladas na formulação”, informa o documento.

Pressão sobre sistemas de saúde e risco de surtos

A agência internacional também chama atenção para o impacto das epidemias sazonais de gripe sobre a capacidade de atendimento dos serviços de saúde. Segundo a OMS, surtos simultâneos de influenza e outros vírus respiratórios podem gerar sobrecarga significativa, o que torna as campanhas de vacinação uma das estratégias mais eficazes de saúde pública.

Nesse contexto, a manutenção de programas anuais de imunização é considerada fundamental para reduzir internações, complicações e mortes associadas à doença.

Europa registra antecipação da temporada de infecções

Na Europa, a disseminação da gripe K alterou o padrão esperado de circulação do vírus. Tradicionalmente, o aumento das infecções respiratórias ocorre nas primeiras semanas do ano, período marcado pelo inverno e pelas confraternizações de fim de ano.

Com a presença do subclado K, no entanto, o pico de casos foi antecipado em mais de um mês. Entre maio e novembro deste ano, a variante foi responsável por quase metade das amostras de influenza sequenciadas no continente, segundo dados reunidos pela OMS.

Situação nas Américas segue sob monitoramento

Nas Américas, a circulação do vírus da gripe k permanece baixa na maioria dos países do hemisfério sul. Ainda assim, Brasil e Chile já registraram aumento de casos associado ao subtipo A(H3N2), o que mantém as autoridades em estado de atenção.

A OMS reforça que, embora grande parte das pessoas se recupere da gripe k em cerca de uma semana sem necessidade de atendimento médico, a doença pode evoluir para quadros graves. “

A influenza pode causar complicações sérias, incluindo a morte, especialmente em grupos de alto risco”, alerta a organização, citando crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes.

Diante do cenário internacional, a recomendação é manter a vigilância, ampliar a vacinação e adotar medidas preventivas para evitar que a nova variação do vírus se espalhe para outras regiões.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 14/12/2025
  • Fonte: Sorria!,