Jogos Olímpicos de Inverno 2026: conheça o Combinado Nórdico
Seguindo o Guia Olímpico do ABCdoABC, hoje iremos conhecer um esporte que exige versatilidade e preparo: o Combinado Nórdico.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 11/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Considerado por muitos historiadores como a prova máxima de versatilidade nos esportes de inverno, o Combinado Nórdico mantém seu status de prestígio nos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina 2026. A modalidade, que exige o equilíbrio impossível entre a leveza de um saltador e a força bruta de um esquiador de fundo, promete ser um dos grandes espetáculos nas montanhas de Val di Fiemme.
A dualidade de uma disciplina centenária

Diferente de quase todos os outros esportes, o Combinado Nórdico não permite que o atleta seja especialista em apenas uma área. Ele é composto por dois eventos distintos realizados no mesmo dia: o Salto de Esqui e o Esqui Cross-Country.
A dinâmica é fascinante: os resultados do salto (onde se avalia distância e estilo) são convertidos em tempo para a corrida de esqui, utilizando o famoso Método Gundersen. Isso significa que o vencedor do salto larga na frente no Cross-Country, e os demais partem com atrasos calculados em segundos. O primeiro a cruzar a linha de chegada na corrida de esqui garante a medalha de ouro.
Como se vence no Combinado Nórdico?

Para subir ao pódio em 2026, o atleta precisa dominar três pilares fundamentais:
- A) Precisão Aerodinâmica no Salto: Não basta saltar longe; é preciso ter controle corporal absoluto para impressionar os juízes de estilo e garantir uma pontuação que minimize o atraso na largada da corrida.
- B) Potência de Endurance: Após o salto, o atleta enfrenta 10 km de esqui cross-country em técnica livre. É aqui que os pulmões e as pernas são testados ao limite em subidas íngremes e descidas técnicas.
- C) Inteligência Tática: Como a largada é escalonada, a prova de esqui torna-se uma perseguição frenética. O atleta precisa saber quando poupar energia e quando realizar o “ataque” para ultrapassar os rivais.
O cenário brasileiro e a Conexão com o Treinamento de Verão
Embora o Brasil ainda não possua infraestrutura de rampas de salto para competir na elite do Combinado Nórdico, a modalidade serve de inspiração e base técnica para os atletas brasileiros de esportes de resistência na neve.
Através do treinamento de Roller Ski (esqui com rodas no asfalto), o Brasil prepara atletas de Cross-Country que possuem o mesmo condicionamento cardiovascular exigido na segunda metade do Combinado Nórdico. O intercâmbio de técnicas de treinamento de força e aeróbico entre essas disciplinas é o que mantém o Brasil competitivo nas provas de fundo.

Informação Relevante: Atualmente, o Combinado Nórdico é a única modalidade no programa olímpico de inverno disputada exclusivamente por homens, embora o movimento para a inclusão da categoria feminina venha crescendo globalmente com o apoio de federações internacionais.
Fatos Rápidos e Curiosidades
- Sede das Provas: Val di Fiemme, Itália.
- Atletas na Modalidade: Cerca de 55 competidores de elite mundial.
- Equipamento: Os esquis usados no salto são muito mais longos e largos (para sustentar o voo) do que os usados na corrida de 10 km (mais estreitos e leves para velocidade).
Calendário de Competições
- 11 de Fevereiro: Individual Gundersen (Rampa Normal / 10km)
- 15 de Fevereiro: Individual Gundersen (Rampa Grande / 10km)
- 17 de Fevereiro: Revezamento por Equipes (Rampa Grande / 4x5km)