Olimpíadas de Inverno: Brasil conquista melhor resultado do Esqui

Manex Silva crava melhor marca do país no esqui cross-country em Milão-Cortina, enquanto Bruna Moura supera drama pessoal e volta a competir.

Crédito: Gabriel Heusi/COB

As Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina presenciaram um marco inédito para o esporte brasileiro nesta terça-feira (30). O esquiador Manex Silva conquistou a 48ª colocação nas eliminatórias do Sprint Clássico, estabelecendo o melhor resultado da história do país nesta modalidade.

O jovem de 23 anos completou o percurso com o tempo de 3min25s48c. Este desempenho o colocou muito próximo da elite mundial, ficando a apenas 6s75c do sueco Johan Haeggstroem, o último classificado para a fase seguinte.

Manex, que reside na Espanha, cumpriu o objetivo de se aproximar do Top 30. A evolução técnica do atleta é notável, subindo 22 posições em relação à sua performance nos Jogos de Pequim 2022.

Mesmo sem avançar entre os 30 finalistas de um total de 95 competidores, a participação consolida a presença do Brasil nas Olimpíadas de Inverno como uma força emergente no cenário sul-americano.

Desempenho feminino e marcas pessoais

A equipe feminina também enfrentou a elite da neve em Milão. Em um universo de 89 competidoras, as brasileiras garantiram lugar entre as 80 melhores do mundo.

Confira os tempos das atletas nacionais:

  • Bruna Moura: 73º lugar (4min22s07c).
  • Eduarda Ribera: 76º lugar (4min17s05c).

Eduarda Ribera demonstrou consistência ao melhorar sua marca anterior. A atleta saltou da 77ª posição obtida em Pequim para o atual 76º lugar, confirmando seu crescimento competitivo.

Para Bruna Moura, cruzar a linha de chegada significou muito mais do que o tempo cronometrado. Sua presença nesta edição das Olimpíadas de Inverno representa o fechamento de um ciclo doloroso e o triunfo da resiliência.

Superação marca retorno às Olimpíadas de Inverno

A jornada de Bruna Moura até Milão-Cortina carrega um forte simbolismo. A esquiadora teve seu sonho interrompido de forma trágica em 2022, quando sofreu um grave acidente automobilístico na Itália.

À época, a caminho do aeroporto para embarcar rumo aos Jogos de Pequim, a van onde Bruna estava colidiu com um caminhão. O motorista faleceu no local e a brasileira sofreu múltiplas fraturas nos braços, pés e costelas, ficando dois meses sem caminhar.

As sequelas físicas e mentais exigiram um longo processo de recuperação. Bruna ainda convive com dores no pé e precisou de suporte psicológico intenso para retomar a confiança e garantir sua vaga.

A equipe brasileira agora foca na próxima etapa. Os atletas voltam a competir nos dias 12 e 13 de fevereiro na prova de 10km em técnica livre, buscando novos recordes nestas Olimpíadas de Inverno.

  • Publicado: 03/02/2026
  • Alterado: 03/02/2026
  • Autor: 10/02/2026
  • Fonte: Michel Teló