Oito candidatos à Presidência participam de debate na TV Bandeirantes
No primeiro debate entre os presidenciáveis da TV Bandeirantes, os candidatos trataram, ainda que de forma superficial, temas de interesse da população
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 10/08/2018
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Segurança Pública
Alckmin reafirmou que, para resolver o problema do aumento da violência no País, é necessária parceria entre o governo federal e os Estados, bem como com outras nações. “Nós vamos trabalhar juntos no grande desafio latino-americano, que é a segurança”, afirmou o tucano, que defendeu ainda que a Polícia Federal seja ampliada.
Para Alckmin, será necessário levar a todo o País o programa Recomeço, do governo paulista, que trata do dependente químico. Ele afirmou também que, entre os jovens, são os de menor escolaridade que são as maiores vítimas do uso de drogas.
Para Bolsonaro, no entanto, o problema da segurança pública de deve a “uma equivocada política de direitos humanos”. “Nós temos de agir firmemente”, disse.
O deputado federal Cabo Daciolo, candidato do Patriota afirmou que a causa do feminicídio e dos demais problemas da segurança pública é a “falta de amor”. “Este é o grande problema que a nação está enfrentando hoje”, disse.
Aborto
Boulos defende aborto como política do SUS; Marina quer plebiscito
Marina Silva defendeu mais uma vez a realização de um plebiscito sobre o tema. Já Boulos disse que, caso eleito, a questão não será tratada no âmbito do Código Penal. “Vai ser um tema do SUS. É muito cômodo negar o direito ao aborto às mulheres, e homens não assumirem filhos”, criticou.
Governo Temer
O candidato Guilherme Boulos (PSOL) afirmou que Henrique Meirelles (MDB) não é o único candidato de Temer nestas eleições. “Aqui tem 50 tons de Temer”, afirmou, causando risos na plateia.
Meirelles afirmou, então, que é o candidato do “emprego, da renda e do crescimento econômico”.
O apoio ao governo de Michel Temer foi lembrado em outras participações.
Alvaro Dias (Podemos) atacou Meirelles ao dizer que ele “deveria das explicações” a problemas do governo Temer. “O senhor na presidência do Banco Central apenas assistia a este espetáculo”, afirmou.
Para o senador paranaense, é necessário “desaparelhar” o Estado brasileiro. “Se isso não ocorrer, o Brasil não vai alcançar índices de crescimento econômico”, disse.
Bolsa Família
O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) relembrou na noite desta quinta-feira, 9, durante debate na Band, críticas de membros do PSDB ao Bolsa Família. O candidato tucano, Geraldo Alckmin, retrucou e saiu em defesa do programa.
Ao ler o trecho de um editorial do PSDB em 2004 que chamava o programa de “populismo rasteiro”, Meirelles pediu comentários de Alckmin sobre o tema. O tucano disse que era necessário “melhorar a memória do Meirelles”. “O Bolsa Família é junção de programas do PSDB”, afirmou.
Na tréplica, Meirelles criticou a diminuição do programa Bolsa Cidadão no Estado de São Paulo. Alckmin reagiu e disse que os programas sociais do Estado de São Paulo “são muito bem avaliados”.
Reforma Trabalhista
O candidato Ciro Gomes (PDT) defendeu a discussão de uma nova reforma trabalhista, para “corrigir as imperfeições” da lei atual. “A gente tem que fazer uma reforma que proteja o trabalhador, que proteja o lado mais fraco”, afirmou Ciro.
O ex-ministro reafirmou que vai gerar 2 milhões de empregos e disse que vai ajudar a “limpar o nome” das pessoas que estão registradas em serviços de proteção ao crédito.
Educação
Em embate com Jair Bolsonaro (PSL), Ciro defendeu a mudança no padrão de ensino, substituindo o que chamou de “decoreba” e reforçando o orçamento destinado à área.
Para o deputado fluminense, a hierarquia e a disciplina têm de se fazer presentes nas escolas. “Havendo meios, nós devemos fazer um colégio militar em cada Estado cuja capital não o tenha”, afirmou.
Fora dos temas
Novidade de última hora na corrida presidencial, o candidato do Patriota, Cabo Daciolo, procurou se colocar como um concorrente dissociado da política. No debate, criticou o que chamou de “velha política”, se referindo diretamente aos adversários.
Bombeiro, evangélico e com um discurso quase sempre exaltado, ele fez várias citações a Jesus Cristo e, nas considerações finais do debate, leu trecho da Bíblia, além de se apresentar como “servo do Deus vivo”.
No debate, Daciolo, ao questionar o candidato do PDT, Ciro Gomes disse que o ex-ministro foi o “fundador do Foro de São Paulo” e perguntou o que ele sabia sobre a “Ursal (União das Repúblicas Socialistas da América Latina). “Não sei o que é isso e não fui fundador do Foro de são Paulo”, respondeu Ciro. “Sabe, sim”, insistiu o bombeiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.