Odebrecht envolvida em acusação de propina no Equador e no Panamá

O procurador-geral do Equador, Carlos Baca, disse que o vice-presidente, Jorge Glas, e o ex-controlador-geral receberam US$ 13,5 milhões e US$ 10,1 milhões em propinas da Odebrecht

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No segundo dia da audiência de preparação para um pedido de destituição de Glas por associação ilícita, o procurador-geral explicou que as propinas eram para garantir à Odebrecht a concessão de cinco grandes contratos estatais entre 2012 e 2016, período em que um tio de Glas atual como intermediário.

Para sustentar as acusações, Baca apresentou ao tribunal 28 provas contra Glas e 39 contra Glas e o Tio.

Panamá

Dois filhos do ex-presidente do Panamá Ricardo Martinelli receberam mais de US$ 50 milhões como “pagamentos indevidos” da Odebrecht, de acordo com o executivo da empresa no Panamá, André Campos Rabello.

Diversos ex-ministros de Martinelli, atualmente preso nos Estados Unidos enquanto espera que se resolva um pedido de extradição, e algumas figuras ligadas ao partido do atual presidente, Juan Carlos Varela, também captaram dinheiro irregular da Odebrecht, que revelou ter desembolsado cifras milionárias em vários países da América Latina e da África em troca de favores.

A Procuradoria-Geral do país afirmou, nesta quinta-feira, em comunicado, que, de acordo com Rabello, foram transferidas várias somas milionárias aos filhos de Martinelli – Ricardo Alberto e Luis Enríquez – por meio de contas de sociedades anônimas no Panamá e no exterior entre 2010 e 2014. A família de Martinelli tem rechaçado qualquer elo com o caso de propinas da Odebrecht, além de ter afirmado que considera as acusações uma perseguição política por parte do atual governo. 

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 10/11/2017
  • Fonte: FERVER