Ocupações na Câmara e no Senado geram polêmica após prisão de Jair Bolsonaro

Parlamentares ocuparam mesas diretoras da Câmara e do Senado após prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro

Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, parlamentares da oposição ocuparam as mesas diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado, desencadeando uma série de reações no cenário político nacional.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, do PSB, expressou sua indignação em relação à ocupação das instituições legislativas, considerando-a “inadmissível”. Durante um evento no interior de São Paulo, Alckmin destacou que o Parlamento deve ser um espaço democrático que representa todos os cidadãos. Ele afirmou: “O parlamento é a casa de todos. O Executivo é de quem venceu a eleição. O Legislativo é para todos; participa quem ganhou e quem perdeu, sendo o pulmão da democracia. Não faz sentido impedir o funcionamento da Casa por discordâncias em relação a uma decisão do Judiciário”.

A ação dos parlamentares oposicionistas ocorreu no dia seguinte à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro. Em resposta, os opositores anunciaram que obstruiriam as votações no Congresso, o que culminou na ocupação das mesas diretoras e na utilização de esparadrapos na boca como forma de protesto, simbolizando um suposto silenciamento.

Na Câmara dos Deputados, após mais de 30 horas de ocupação, o presidente Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, conseguiu retomar a sessão plenária na noite de quarta-feira (6). Durante a ocupação, houve tentativas do grupo contrário à chegada do deputado à presidência.

As ações provocaram uma série de denúncias que foram encaminhadas pela Mesa Diretora da Câmara à Corregedoria Parlamentar para investigação. No Senado, o movimento foi encerrado após duas noites com os opositores afirmando ter uma maioria favorável ao impeachment do ministro Moraes, que se tornou uma das principais bandeiras do grupo.

No mesmo contexto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as ocupações durante um evento no Acre e fez um apelo ao senador Sérgio Petecão (PSD-AC) para que não apoiasse o pedido de impeachment contra Moraes. Lula enfatizou: “Petecão, não assine o pedido de impeachment do Alexandre de Moraes, que está garantindo a democracia. Os verdadeiros traidores da pátria são os deputados e senadores que tentam paralisar o funcionamento da Câmara e do Senado”.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 09/08/2025
  • Fonte: Sorria!,