Obras do diretor alemão Fritz Lang serão analisadas por Francis Vogner
Diretor austríaco marcou período expressionista no início do século XX
- Publicado: 30/05/2012 01:49
- Alterado: 30/05/2012 01:49
- Autor: Jariza Rugiano
- Fonte: SECOM DIadema
Crédito:
Os trabalhos do diretor austríaco Fritz Lang serão analisados pelo professor e crítico de cinema Francis Vogner, no Centro Cultural Serraria, nesta quinta-feira (31/5), às 19h. O bate-papo é voltado para pessoas a partir dos 16 anos, que terão a oportunidade de conhecer algumas de suas obras clássicas.
Francis irá mediar o Encontro com o Cinema de Fritz Lang (Friedrich Christian Anton Lang, 1890-1976). “Metrópolis” (1927), “O Diabo Feito Mulher” (1952) e “O Homem que quis matar Hitler” (1941) são alguns dos longas-metragens do austríaco. Ele foi um dos profissionais que marcaram a era expressionista alemã do começo do século XX. A vanguarda artística abordava a insegurança e apreensão da Alemanha pela unificação do país em relação à política, economia e cultura.
Uma das produções de Fritz que se destacaram, tanto pela fotografia cinematográfica, quanto pela temática, foi “Metrópolis”, filme mudo e o primeiro de ficção-científica que se tem registro. A produção, em preto e branco, buscou retratar o ano de 2026, com máquinas, viadutos, grandes edifícios e figuras futuristas. Durante 105 minutos o longa-metragem mostra a classe operária sendo explorada pela elite que é superior até onde vive, no chamado Jardim dos Prazeres.
A trama também é composta por um romance entre o influente Freder, interpretado por Gustav Fröhlich, e Maria (Brigitte Helm), representante dos trabalhadores. De modo irônico, o casal simboliza a aliança classista sustentada por constantes subordinações dos personagens. Além disso, a história conta com o ator Rudolf Klein-Rogge na pele do cientista Rotwang, que cria um robô à semelhança humana para substituir a mão de obra nas fábricas. Propõe o plano ao capitalista Joh Fredersen (papel do ator Alfred Abel), que governa o local e que é pai de Freder.
Ao verificar que Maria apontava esperança aos trabalhadores, Joh ordenou que o cientista fizesse o robô igual à mulher e que teria a missão de espalhar desavenças entre os companheiros de trabalho. O filme foi a produção mais cara da época, principalmente pelos efeitos utilizados.
Fritz Lang também atuou como pintor, com formação em Munique e Paris, combateu na 1ª Guerra Mundial e, como um dos reconhecimentos pelos seus trabalhos cinematográficos, foi presidente do júri do Festival de Cannes em 1964.
Serviço:
Encontro com o Cinema de Fritz Lang
Alemanha, ficção – científica, 105 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Data: 31/5, quinta-feira, às 19h
Local: Centro Cultural Serraria
End: R. Guarani, 790 – Serraria – Tel.: 4056-4950