Obesidade: especialista esclarece mitos e verdades
Especialista esclarece mitos sobre o uso de medicamentos e reforça que a obesidade deve ser tratada como doença crônica e multifatorial
- Publicado: 04/05/2026 13:40
- Alterado: 04/05/2026 13:40
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Assessoria
A obesidade já atinge 25,9% da população adulta brasileira, segundo dados do Ministério da Saúde e do IBGE. Diante desse cenário e do aumento da procura por tratamentos medicamentosos, o Dr. Leonardo Eksterman, coordenador de pós-graduação da Inspirali Pós Medicina, esclarece dúvidas fundamentais sobre a doença e o uso das chamadas “canetas emagrecedoras” (análogos de GLP-1).
O especialista reforça que a obesidade é uma condição crônica e multifatorial, exigindo uma abordagem que vai muito além da restrição calórica.
Fato ou Fake: O que você precisa saber

O Dr. Eksterman desmistifica pontos centrais que cercam o tratamento moderno da obesidade:
- Genética não é destino: Embora influencie a resposta ao tratamento, a genética não é o único fator de sucesso. Mudanças no comportamento e na alimentação são decisivas para reverter o quadro.
- Benefícios cardiovasculares: Ao contrário do que se pensa, medicamentos como a liraglutida e a semaglutida não servem “apenas para emagrecer”. Estudos comprovam a redução de infartos e AVCs não fatais, independentemente da perda de peso.
- Risco em jovens: A obesidade em adolescentes aumenta em quatro vezes o risco de diabetes, antecipando doenças que antes eram restritas a idosos.
Uso de Injetáveis e Sustentabilidade

Uma das maiores dúvidas dos pacientes é sobre a dependência dos medicamentos injetáveis. Segundo o médico, embora a suspensão possa gerar o reganho de peso, é possível sustentar os resultados a longo prazo:
“Muitas pessoas conseguem, por meio de mudança comportamental auxiliada pelo medicamento, mudar a forma como o corpo se comporta e sustentar o peso”, afirma o Dr. Eksterman.
O especialista alerta ainda para o papel da saúde mental e do ambiente no tratamento, combatendo o estigma de que a obesidade seria apenas uma “falta de vontade” do paciente.
Radiografia da Obesidade no Brasil
- População atingida: 41,2 milhões de adultos.
- Percentual: 25,9% dos brasileiros acima de 18 anos.
- Riscos associados: Diabetes, dislipidemias e doenças cardiovasculares.