O Sorveteiro mistura terror, humor e muito sangue
O Sorveteiro mistura terror, humor e muito sangue em uma história cheia de mortes brutais, efeitos práticos e um vilão silencioso que chama atenção.
- Publicado: 24/08/2026 13:55
- Alterado: 24/08/2026 13:58
- Autor: Carlos Enriki
O Sorveteiro, novo filme de terror dirigido por Eli Roth, parte de uma ideia simples para construir uma história marcada por violência gráfica e muito sangue. Em uma pequena cidade, a chegada de um carro de sorvete rapidamente vira a principal atração entre as crianças.
Os moradores mirins começam a consumir os sorvetes oferecidos pelo misterioso vendedor, sem perceber que existe algo muito mais sombrio por trás daquela visita.
Jared, um dos personagens centrais, acaba ficando de fora porque tem intolerância à lactose. Outras crianças também não consomem os produtos e passam a perceber que há algo errado com o que está acontecendo na cidade.
O Sorveteiro aposta no gore
A partir dessa descoberta, Jared e as outras crianças tentam desvendar o mistério envolvendo o veículo e seu estranho responsável, e o que faz com que as crianças da cidade estejam assassinando todos os adultos que encontram pelo caminho.
A direção de Eli Roth encontra espaço para explorar aquilo que o cineasta sabe fazer bem: cenas de morte explícitas, violência exagerada e efeitos práticos que dão peso às sequências mais sangrentas.
O Sorveteiro não tenta esconder sua principal intenção. O filme quer provocar o público por meio do excesso, transformando cada morte em uma oportunidade para aumentar o nível de brutalidade.
Vilão silencioso chama atenção
Mesmo sem dizer uma única palavra, o Sorveteiro consegue ser um dos elementos mais interessantes da produção. O personagem possui uma presença marcante e funciona justamente por não precisar de diálogos para intimidar.
A figura do vendedor de sorvete cria um contraste curioso com a aparência inofensiva do ambiente. O que deveria representar diversão para as crianças passa a carregar uma ameaça constante.
Em alguns momentos, a violência visual lembra o estilo de Terrifier, principalmente pela maneira como o filme transforma as mortes em grandes momentos de impacto.
Efeitos práticos são destaque
O trabalho com efeitos práticos é outro ponto forte. Sangue, mutilações e mortes recebem um tratamento bastante físico, fazendo com que as sequências tenham uma aparência mais agressiva.
Quem procura um terror focado em atmosfera e desenvolvimento psicológico talvez encontre uma experiência diferente do esperado. O Sorveteiro está muito mais interessado em entregar mortes criativas, gore exagerado e imagens capazes de causar reação no espectador.
No geral, o filme funciona melhor quando abraça completamente sua proposta. O Sorveteiro não esconde que foi feito para impressionar com violência gráfica, efeitos práticos e cenas de morte cada vez mais absurdas. É um terror que sabe exatamente o tipo de público que quer atingir.