O Importante é Propor
Ou os assessores econômicos não têm a mínima ideia do terreno onde estão pisando ou são propostas para boi dormir
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 22/09/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Em uma verdadeira caça aos votos, quando os assessores das campanhas finalmente começaram a detalhar um pouco mais as propostas, mirando a classe média e alguns empresários desconexos com a realidade fiscal e financeira (ou querendo novidades, mesmo que irreais), o que se vê são propostas sem quaisquer possibilidades de implementação quando se avalia os riscos.
São despejadas propostas sem explicar o que, quando e como… “volta da tributação de lucros e dividendos e corte de renúncias tributárias”… como assim, Bial? São propostas insustentáveis e inviáveis objetivando “caçar voto no laço”, mesmo que demostrem uma aparência real no ponto de vista das contas públicas.
ELEVAR LIMITE IR
A ideia de elevar para cinco salários mínimos o limite de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física demostra exatamente isso: uma promessa de campanha de alto apelo popular. Opa! Estou nesta! Novamente … vai diminuir para todos? Tanto aos assalariados quanto aos que detêm os maiores salários.
Tem algo errado nesta conta. No afã de propostas populistas, esqueceram de fazer contas.
CPMF
Essa proposta foi um tiro no pé. Até Bolsonaro teve que intervir quando seu “posto Ipiranga” a lançou, divulgando em suas redes sociais: “Chega de impostos!”.
VOLTA IVA
Esses esclarecimentos das equipes econômicas acabaram se distanciando de uma proposta de reforma na direção da criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), tributação de lucros e dividendos da pessoa física e do Imposto de Renda (IR) da pessoa jurídica. Uma proposta que pode facilitar e deixar clara a tributação necessária para a vida de todos