O deputado Paulo Pimenta é o novo presidente da CDHM

Pimenta (PT-RS) foi eleito nesta quinta-feira, 12, para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados

Crédito: Luis Macedo-Camara-dos-deputados

Feliciano e Bolsonaro não comparecem

A eleição, prevista no acordo de líderes, durou uma hora, com quórum de 17 votos, sendo 14 favoráveis e 3 brancos. Eram necessários apenas 10 votos para confirmar a eleição de Pimenta, a única candidatura apresentada.

Integrantes de destaque da bancada evangélica, que compõem a comissão, o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) e Jair Bolsonaro (PP-RJ) não participaram da votação. “Essa ausência mostra que eles ainda não conseguiram chegar a um acordo”, comentou um deputado sobre o impasse para eleição das três vice-presidências – que não devem ser definidas na sessão de hoje.

Ontem, após desentendimento com a bancada evangélica, o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) recuou na negociação com o PT iniciada na tarde desta quarta-feira, 11.

Feliciano ia dividir espaço com o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), defensor da causa LGBT e adversário político dos evangélicos. Cada um assumiria uma vice-presidência.

A composição com Wyllys e com o PT foi mal vista por parte da bancada evangélica. Alguns deputados não aceitam compartilhar o espaço com figuras de “ideologia” tão diferente e outros acreditam ser importante marcar posição na CDHM.

Feliciano ocupou a presidência da comissão em 2013, quando foi o centro de diversas polêmicas e autor de declarações consideradas homofóbicas, machistas e racistas por movimentos ligados a minorias e direitos humanos. Eleito para presidir a comissão, o petista Paulo Pimenta disse não estar acompanhando as negociações para composição da mesa. “As comissões são espaços de pluralidade e de proporcionalidade. Eu não veria problema em trabalhar com pessoas de orientações e ideologias diferentes.”

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: Sorria!,