O ABC e a educação do século 21

Artigo de Maurício Brito da Diretoria Comercial da Mind Lab, empresa líder mundial em pesquisa e desenvolvimento de soluções educacionais inovadoras

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Época de eleição costuma ser um momento propício para debater os rumos da educação e avaliar os resultados de políticas públicas adotadas. Neste ano, o foco são as discussões sobre mudanças que têm sido articuladas em nível nacional para a construção de um modelo de ensino que, mais que conteúdos e disciplinas, desenvolva também competências essenciais para a vida e para as novas demandas do mercado de trabalho.

A chamada BNCC (Base Nacional Comum Curricular), em discussão no MEC, elenca as dez habilidades e conteúdos a serem contemplados nas escolas e introduz as chamadas competências socioemocionais, como resolução colaborativa de problemas, empatia, pensamento crítico e resiliência. Nesse contexto, temos notado uma evolução consistente no aprendizado dos alunos de cidades do ABC Paulista.

Em treze anos, de 2005 a 2017, período contemplado pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), criado pelo governo federal para medir a qualidade da educação em todo o Brasil, o município de Santo André apresentou crescimento de 32,6% em sua nota na avaliação nos anos iniciais do ensino fundamental. Para 2021, o desafio é crescer mais 6%. Resultado semelhante vemos em São Caetano do Sul, onde a meta para o ano de 2021 nessa etapa foi atingida já em 2015, apresentando um crescimento de 33,7% na nota em relação ao ano de 2005.

A melhora nos indicadores de qualidade do ensino é fruto, nada menos, do esforço conjunto de toda a comunidade educativa em tornar a sala de aula um local de produção de conhecimento e não apenas de assimilação de conteúdos. Em municípios como Santo André, e São Caetano do Sul, temos exemplos de ações focadas na Educação Infantil (4 e 5 anos de idade) que podem de fato transformar a relação entre alunos e professores, além de desenvolver aptidões como resolução colaborativa de problemas, resiliência, autoconfiança, empatia e capacidade de trabalhar em equipe.

O lúdico, por exemplo, é uma das ferramentas utilizadas em sala de aula, pois tem efeito concreto na aprendizagem. Com jeito de brincadeira, os benefícios desse tipo de recurso pedagógico são inegáveis. O uso de jogos de raciocínio, por exemplo, para trabalhar o pensamento analítico e o equilíbrio das emoções, controle de ansiedade, entre outros, tem sido aplicado no ensino público de municípios do ABC a partir de 2018.

James J. Heckman, Nobel de Economia, mostrou em sua pesquisa os benefícios de se trabalhar o desenvolvimento de habilidades socioemocionais na primeira infância e os reflexos positivos disto na economia e na sociedade.

Pensar fora da caixa não é mais um diferencial. A educação do século 21 exige seres humanos inspirados, que saibam agir coletivamente, com a mente aberta para o novo. E para que os alunos estejam preparados para um mundo cada vez mais desafiador, a sala de aula deve ser um espaço de descobertas e trocas enriquecedoras.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 25/09/2018
  • Fonte: MIS Experience