Nvidia e OpenAI alteram tratado de U$ 100 bi para aporte de US$ 30 bi
Fabricante de chips abandona o compromisso plurianual de cem bilhões de dólares e opta por injeção direta na rodada da dona do ChatGPT.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 22/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
A relação entre Nvidia e OpenAI entra em uma nova fase decisiva no mercado de tecnologia. A fabricante de hardware está perto de concluir um aporte de US$ 30 bilhões (cerca de R$ 156 bilhões) na criadora do ChatGPT. Essa movimentação de mercado substitui o audacioso compromisso de longo prazo de US$ 100 bilhões anunciado pelas companhias no ano passado.
O novo formato da operação foca em uma participação acionária direta. Essa injeção de capital compõe uma massiva rodada de captação de recursos liderada pela startup. Segundo fontes próximas das negociações, a operação avaliará a empresa de inteligência artificial em impressionantes US$ 730 bilhões (R$ 3,8 trilhões), sem contabilizar o novo montante.
Por que o acordo entre Nvidia e OpenAI mudou?
Investidores globais demonstraram forte inquietação sobre a saúde financeira do setor de inteligência artificial nos últimos meses. O plano anterior, divulgado com euforia em setembro, ajudou a impulsionar o valor de mercado da fabricante de chips para mais de US$ 5 trilhões. Contudo, essa estrutura circular de aportes gerou temores reais de uma bolha no segmento. As ações de tecnologia nos EUA sentiram o golpe e recuaram 17% desde janeiro.
Diante deste cenário macroeconômico adverso, a aliança Nvidia e OpenAI exigiu ajustes pragmáticos. O modelo antigo previa dez parcelas de US$ 10 bilhões estritamente vinculadas ao crescimento da demanda por poder computacional. O memorando de entendimento acabou congelado. O mercado de capitais agora avalia positivamente a transição para a compra direta de ações.
Futuro da infraestrutura e parcerias bilionárias
A startup liderada por Sam Altman planeja reinvestir pesado em infraestrutura física. Grande parte do novo capital levantado retornará para a aquisição de hardware de processamento. O objetivo técnico é garantir viabilidade para construir gigawatts de nova capacidade computacional em solo americano.
Os executivos das duas companhias negam publicamente qualquer atrito estratégico. O foco corporativo permanece na expansão acelerada dos grandes modelos de linguagem. O CEO da fabricante de hardware, Jensen Huang, foi categórico em entrevista à emissora norte-americana CNBC ao afastar rumores de crise.
Qualquer sugestão de controvérsia é bobagem. Adoramos trabalhar com a OpenAI.
Nas redes sociais, Altman ecoou o tom amistoso e reforçou o desejo de manter sua empresa como uma cliente gigantesca dos cobiçados chips de IA. As projeções financeiras acompanham essa escalada estrutural. As receitas da criadora do ChatGPT bateram a marca anualizada de US$ 20 bilhões no início deste ano.
Concorrência feroz por poder de processamento
A corrida pela supremacia tecnológica exige diversificação de fornecedores. A startup sediada em San Francisco avança em negociações paralelas multibilionárias para garantir suprimentos ilimitados:
- SoftBank: Aporte acionário estimado na casa dos US$ 30 bilhões.
- Amazon: Avalia injetar até US$ 50 bilhões, atrelando o montante ao uso corporativo das ferramentas de linguagem.
- Microsoft e MGX: Preparam novos cheques bilionários para fortalecer a rede de servidores.
A estratégia central é assegurar uma defesa intransponível contra empresas rivais na corrida da IA. A projeção interna de gastos com servidores e infraestrutura até o ano de 2030 atinge os estratosféricos US$ 600 bilhões. Dentro desta guerra por recursos limitados, a reconfiguração societária entre Nvidia e OpenAI garante fôlego operacional imediato e consolida as bases de processamento para a próxima geração de inteligência artificial.