Nvidia alcança receita histórica de US$ 57 bilhões
Segmento de Data Center impulsiona resultados e empresa projeta alta demanda por chips de IA.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 20/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
A Nvidia (NASDAQ: NVDA) reportou resultados financeiros impressionantes para o terceiro trimestre do ano fiscal de 2026, encerrado em 26 de outubro de 2025. A companhia atingiu uma receita total de US$ 57 bilhões, marcando um crescimento de 22% na comparação trimestral e um salto expressivo de 62% em relação ao ano anterior.
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Expansão explosiva em Data Centers e IA
O motor desse desempenho continua sendo a alta demanda por infraestrutura de inteligência artificial. Jensen Huang, fundador e CEO da empresa, comentou o momento atual do mercado:
“As vendas da Blackwell dispararam e as GPUs para nuvem estão esgotadas. A demanda por computação continua a acelerar e a se multiplicar tanto para treinamento quanto para inferência, crescendo de forma exponencial em ambos os casos. Entramos no círculo virtuoso da IA. O ecossistema de IA está escalando rapidamente, com mais criadores de modelos fundamentais, mais startups de IA, em mais setores e em mais países. A IA está em toda parte, fazendo tudo, simultaneamente”.
A divisão de Data Center da Nvidia consolidou-se como o pilar central dos negócios, registrando uma receita recorde de US$ 51,2 bilhões. Este valor representa um aumento de 25% frente ao segundo trimestre e de 66% na comparação anual.
Entre os destaques técnicos, a arquitetura Nvidia Blackwell demonstrou eficiência superior no benchmark SemiAnalysis InferenceMAX, entregando um rendimento dez vezes maior por megawatt quando comparada à geração anterior.
Para sustentar esse crescimento, a empresa firmou alianças estratégicas cruciais:
- OpenAI: Implantação de pelo menos 10 gigawatts de sistemas para infraestrutura de próxima geração.
- Google Cloud, Microsoft, Oracle e xAI: Construção de infraestrutura nos EUA com centenas de milhares de GPUs.
- Anthropic: Operação inédita de tecnologia em infraestrutura da marca, iniciando com 1 gigawatt de capacidade via sistemas Grace Blackwell e Vera Rubin.
- Intel: Colaboração para desenvolver produtos personalizados para data centers e PCs utilizando a tecnologia NVLink.
Inovações em infraestrutura e parcerias globais
A Nvidia também anunciou a aceleração de sete novos supercomputadores. Entre eles estão o Solstice, equipado com 100.000 GPUs Blackwell, e o Equinox, com 10.000 unidades. Ambos os projetos são realizados em parceria.
No cenário de manufatura, a empresa celebrou a produção da primeira wafer Blackwell em solo norte-americano, fabricada nas instalações da TSMC no Arizona. Além disso, foi apresentado o Rubin CPX, uma nova classe de GPU focada no processamento de contextos em larga escala.
A expansão global inclui acordos com o governo da Coreia do Sul e gigantes como Hyundai Motor Group e Samsung Electronics para ampliar a infraestrutura nacional de IA. No setor de telecomunicações, a plataforma AI-RAN totalmente norte-americana foi lançada para acelerar o avanço rumo ao 6G, em colaboração com empresas como Cisco e T-Mobile.
Crescimento em visualização profissional e setor automotivo
Outros segmentos da Nvidia também apresentaram números positivos. A área de visualização profissional gerou US$ 760 milhões, um aumento anual de 56%. O período marcou o início da distribuição do Nvidia DGX Spark, considerado o menor supercomputador de IA do mundo.
No setor automotivo, a receita foi de US$ 592 milhões, crescendo 32% ano a ano. Um destaque estratégico foi a parceria firmada com a Uber para expandir a maior rede de mobilidade de nível 4 do mundo a partir de 2027, visando 100 mil veículos autônomos.
Marcio Aguiar, diretor da divisão Enterprise da Nvidia para a América Latina, analisou o impacto regional:
“Os resultados deste trimestre refletem como a adoção de IA está avançando com uma velocidade sem precedentes. As organizações da região estão acelerando sua transformação digital apoiadas em nossas plataformas de computação acelerada, e esse movimento continuará ganhando força à medida que os modelos e as infraestruturas de próxima geração se tornem essenciais para cada indústria”.
Perspectivas financeiras e retorno aos acionistas
Olhando para o futuro, a companhia projeta que a receita do quarto trimestre alcance US$ 65 bilhões, com uma margem de variação de ±2%.
Em termos de retorno de capital, nos primeiros nove meses do ano fiscal, foram devolvidos US$ 37 bilhões aos acionistas via recompra de ações e dividendos. O próximo dividendo, de US$ 0,01 por ação, será pago em 26 de dezembro de 2025.