Novembro azul: Um Toque, um Drible – PREVINA-SE
No Brasil, câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens; Tumor de testículo tem maior incidência em homens jovens; prevenção aumenta expectativa de cura
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 05/11/2013
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Para alertar os homens sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), em parceria com Instituto Lado a Lado pela Vida, vão iluminar pontos turísticos em várias cidades e distribuir panfletos explicativos no movimento chamado Novembro Azul. O tema da campanha – Um Toque, um Drible – pretende conscientizar os homens sobre a necessidade de se submeter a exames preventivos.
Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) informam que no ano passado foram identificados mais de 60 mil novos casos da doença. O instituto considera câncer de próstata uma doença da terceira idade, porque cerca de três quartos dos casos no mundo surgem a partir dos 65 anos. De acordo com Eduardo Ribeiro, uro-oncologista do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, os homens estão mais conscientes, “não tanto quanto as mulheres, que vão ao ginecologista desde adolescentes, mas a gente não vê mais tanta resistência”, contou Ribeiro.
A próstata é uma glândula presente nos homens, localizada abaixo da bexiga e à frente do reto. O câncer pode ser descoberto inicialmente no exame clínico, um toque retal, exame que enfrenta a resistência de muitos homens, combinado com o resultado de um exame no sangue. Se detectado o tumor, só a biópsia é capaz de confirmar a presença de um câncer. Segundo a SBU, quando descoberto no início, 90% dos casos de câncer de próstata são curáveis. De acordo com Ribeiro, pessoas que têm casos de câncer de próstata na família, obesas, e negras têm mais risco de desenvolver a doença.
Segundo o Inca, no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás do câncer de pele. Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando 10% do total de cânceres. A taxa de incidência do câncer de próstata é seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.
Na fase inicial, o câncer da próstata não costuma apresentar sintomas. Quando surgem são parecidos com os do crescimento benigno da próstata: dificuldade de urinar e necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou a noite. Na fase avançada, a doença pode provocar dor nos ossos, problemas para urinar e, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.
O tratamento vai depender do estágio da doença, e pode ser feito com cirurgia, radioterapia, tratamento hormonal e algumas vezes apenas observação médica.
As ações do Novembro Azul preveem, além de uma iluminação azul em pontos turísticos, como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e o Congresso Nacional, em Brasília, a distribuição de panfletos em estádios de futebol durante o campeonato brasileiro. A SBU vai entregar uma lista de sugestões aos parlamentares, entre elas a criação de centros de Referência em Saúde do Homem, para melhorar seu acesso ao SUS, assim como acontece com as mulheres.
O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) promove de 25 a 29 de novembro, no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), um mutirão contra o câncer de próstata. O objetivo é estimular a prevenção e o diagnóstico precoce da doença.
Servidores estaduais e seus beneficiários com 45 anos ou mais passarão por avaliação médica e terão o sangue coletado para dosagem de PSA (Antígeno Prostático Específico). Cerca de mil homens deverão ser atendidos durante a semana de campanha.
Segundo o diretor do Serviço de Urologia do HSPE, Limirio Leal da Fonseca, a detecção precoce do câncer de próstata pode aumentar significativamente as chances de cura.
“O câncer de próstata tem uma evolução silenciosa, não havendo sintomas nos estágios iniciais da doença. Em uma fase mais avançada, o paciente pode sentir dor óssea, dificuldade para urinar, apresentar sangramentos na urina, infecções ou insuficiência renal”, diz o médico.
Para participar do mutirão no Hospital do Servidor não há necessidade de agendamento prévio, bastando ao servidor ou seu beneficiário se dirigir ao ambulatório de urologia, que funciona das 7h às 19h, de segunda a sexta-feira.
Segundo registro do Instituto Nacional de Câncer em 2012, estima-se que, no Brasil, são detectados cerca de 60 mil novos casos de câncer de próstata por ano.
O Hospital do Servidor Público Estadual fica na rua Pedro de Toledo, 1.800, Vila Clementino, zona sul da capital paulista.
TUMOR de TESTÍCULO
Doença tem mais diagnósticos na faixa etária entre 15 e 35 anos; prevenção aumenta expectativa de cura
O Centro de Referência em Saúde do Homem, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo gerenciada em parceria com a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), alerta para a prevenção do câncer de testículo, que atinge os homens, principalmente, entre 15 e 35 anos, e representa 5% dos tumores urológicos.
Hereditariedade, infertilidade e síndromes genéticas são alguns dos fatores de risco atribuídos a este tipo de tumor. Homens com testículo criptorquídico (que não desceu até o escroto) também têm maior chance de desenvolver a doença.
O urologista do Centro, Claudio Murta, explica que a expectativa de cura é maior quando esse tipo de tumor é diagnosticado logo no início. “Depois de tratado, o paciente continua em acompanhamento por um período mínimo de cinco anos”, ressalta.
O especialista esclarece, ainda, que na maioria dos casos o tumor cresce de forma rápida e indolor. Os sintomas se assemelham a uma infecção com dor local, aumento do tamanho do testículo e até febre. A dor está presente em 30% dos casos.
“Se o paciente sentir o aumento do testículo deve procurar o médico para confirmar o diagnóstico com a realização de ultrassom”, enfatiza Murta. Outros exames também podem ser solicitados para verificar a disseminação da doença como tomografia do tórax, do abdome e da pelve, pois o tumor pode atingir gânglios nesses locais.
AUTOEXAME DO TESTÍCULO
O autoexame é rápido, fácil e deve ser feito regularmente.
Ficar em pé em frente ao espelho e observar:
– Alteração de tamanho (é normal se um dos testículos for ligeiramente maior que o outro).
– Sensação de peso (parecer mais pesado do que o habitual).
– Dor na região da virilha ou no abdome inferior.
– Dor no testículo ou no escroto.
– Presença de líquido no escroto.