Nova fase da Lava Jato prende Genu, ex-assessor do PP

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira, 23, mais uma etapa da Operação Lava Jato, chamada Operação Repescagem. Operação tem 3 mandados de prisão

Crédito:

Estão sendo cumpridos 6 mandados de busca e apreensão, 1 mandado de prisão preventiva e 2 mandados de prisão temporária nas cidades de Brasília, Rio de Janeiro e Recife. A operação foi batizada de Repescagem em razão de o principal investigado já ter sido processado no Mensalão e agora, novamente, na Lava Jato.

Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba/PR em procedimento que investiga os crimes de formação de quadrilha lavagem de dinheiro e corrupção passiva a ativa envolvendo verbas desviadas do esquema criminoso revelado no âmbito da Petrobras.

O ex-assessor do PP João Cláudio Genu – condenado no mensalão – foi preso na manhã desta segunda-feira, 23, em Brasília, alvo da 29ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Operação Repescagem. O ex-assessor do PP foi preso em um hospital, como acompanhante de uma pessoa.

Outros dois mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas cidades de Brasília, Rio de Janeiro e Recife.

Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba/PR em procedimento que investiga os crimes de formação de quadrilha lavagem de dinheiro e corrupção passiva a ativa envolvendo verbas desviadas do esquema criminoso revelado no âmbito da Petrobras.

Genu foi assessor do ex-deputado federal José Janene (morto em 2010) e tesoureiro do Partido Progressista. Ele foi denunciado na Ação Penal 470 do STF (Mensalão), acusado de sacar cerca de R$ 1,1 milhão de propinas em espécie das contas da empresa SMP&B Comunicação Ltda., controlada por Marcos Valério Fernandes de Souza, para entrega a parlamentares federais do Partido Progressista.

Naquela ação, foi condenado no julgamento pelo plenário do Supremo Tribunal Federal por corrupção e lavagem, mas houve prescrição quanto a corrupção e lavagem, sendo posteriormente absolvido no julgamento dos sucessivos embargos infringentes sob o argumento de atipicidade.

Agora, a Lava Jato aponta que Janene continuou recebendo repasses mensais de propinas, mesmo durante o julgamento do Mensalão e após ter sido condenado, até o ano de 2013.

Os presos e o material apreendido devem ser levados ainda nesta segunda-feira, 23, para a PF em Curitiba.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 23/05/2016
  • Fonte: FERVER