FPA apresenta a Norma de Áreas Médicas em Corridas de Rua

Nova diretriz da FPA padroniza atendimento de emergência e protege corredores em eventos esportivos em São Paulo com rigor técnico inédito.

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A Norma de Áreas Médicas em Corridas de Rua foi instituída oficialmente pela Federação Paulista de Atletismo (FPA) para estabelecer um novo patamar de segurança em eventos esportivos. Sob a coordenação da Dra. Ana Sierra, Diretora Médica da entidade e referência internacional no setor, o documento define critérios operacionais e assistenciais obrigatórios para competições no Estado de São Paulo.

Esta iniciativa integra a resolução 01/2026 da FPA e funciona como o anexo 3 da regulamentação sobre Homologação de Corridas. O texto se destaca por ser a primeira norma do país a unificar a legislação nacional e estadual com diretrizes de gigantes do esporte, como a World Athletics e o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM).

Ao implementar a Norma de Áreas Médicas em Corridas de Rua, a federação busca resolver uma lacuna crítica no planejamento de eventos. O objetivo central é auxiliar produtores na definição exata da estrutura de socorro necessária, o que elimina improvisos e assegura a integridade física dos participantes.

O impacto da Norma de Áreas Médicas em Corridas de Rua

A criação deste documento responde a uma demanda urgente do mercado e da comunidade médica. O aumento de ocorrências graves em provas de rua exigiu uma postura firme da entidade reguladora.

“Entendo que essa Norma vem em um momento chave, considerando o número de atendimentos de alta complexidade e óbitos que ocorreram no ano passado, além da necessidade e demanda que temos recebido por parte dos produtores quanto ao que é necessário e como fazer em relação à estrutura médica.” — Dra. Ana Sierra, Diretora Médica da FPA.

Para os organizadores, a adesão à Norma de Áreas Médicas em Corridas de Rua significa alinhar seus eventos às melhores práticas globais. Isso garante não apenas a conformidade legal, mas também a eficiência no atendimento a qualquer incidente, desde casos leves até paradas cardiorrespiratórias.

Joel Oliveira, presidente da FPA, reforça que o documento detalha fundamentos essenciais. A meta é padronizar requisitos, clarear a responsabilidade dos diretores técnicos e aprimorar a fiscalização.

Requisitos técnicos e estrutura obrigatória

O documento é extenso e detalhado, cobrindo desde a qualificação dos profissionais até a logística de transporte. Abaixo, listamos os pontos cruciais exigidos pela regulamentação:

  • Diretor Médico: Figura obrigatória responsável pelo planejamento e gestão de riscos. Em eventos com mais de 10 mil pessoas, este profissional deve ter certificação ACLS válida e estar presente in loco.
  • Tempo Resposta: As ambulâncias devem estar posicionadas estrategicamente para permitir a chegada ao local da ocorrência em até 5 minutos após o acionamento.
  • Estrutura Mínima: Exige-se pelo menos 1 posto médico e 2 ambulâncias (sendo uma UTI Móvel/Suporte Avançado).
  • Posto Médico: Deve estar localizado entre 50 e 150 metros após a linha de chegada, com capacidade de estabilização e observação por até 4 horas.
  • Registro e Sigilo: Todo atendimento deve respeitar a LGPD, garantindo a privacidade do paciente e proibindo a divulgação de imagens de acidentes.

A aplicação rigorosa da Norma de Áreas Médicas em Corridas de Rua eleva a qualidade assistencial oferecida ao corredor. A presença de equipamentos adequados e equipes treinadas transforma o ambiente de competição em um espaço mais seguro e responsável.

A FPA demonstra um compromisso sólido com a evolução do atletismo ao publicar estas diretrizes. O mercado de eventos em São Paulo passa a ter um guia claro, que prioriza a vida acima de qualquer outro fator. O cumprimento integral da Norma de Áreas Médicas em Corridas de Rua é, portanto, o passo definitivo para a profissionalização e segurança do esporte no Brasil.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 13/01/2026
  • Fonte: Sorria!,