Nobel de Economia 2025: trio premiado por inovação
Trio de economistas é laureado por seus estudos que explicam como a inovação impulsiona o progresso.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 13/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Na manhã desta segunda-feira (13), a Real Academia Sueca de Ciências revelou os vencedores do Nobel de Economia de 2025. O prestigioso prêmio foi concedido a um trio de acadêmicos cujas pesquisas revolucionaram a compreensão sobre o crescimento impulsionado pela inovação: Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt.
Segundo o comitê, os laureados foram fundamentais para demonstrar como a inovação é a espinha dorsal do progresso econômico. A escolha do Nobel de Economia deste ano ressoa com especial força no atual cenário de transformações sociais e produtivas aceleradas pela inteligência artificial.
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A Inovação como Motor do Crescimento
O trabalho dos premiados oferece um arcabouço teórico para entender a dinâmica da economia moderna. Joel Mokyr, historiador econômico da Universidade Northwestern (EUA), recebeu metade do prêmio por sua análise aprofundada sobre os pré-requisitos históricos para o crescimento sustentável por meio do avanço tecnológico. Ele já era um dos favoritos ao Nobel de Economia devido ao grande impacto de suas publicações acadêmicas.
A outra metade foi dividida entre Philippe Aghion (Collège de France, INSEAD, LSE) e Peter Howitt (Universidade Brown). Juntos, eles desenvolveram a teoria da destruição criativa, formalizada em um modelo matemático seminal de 1992. O modelo descreve como novas tecnologias e produtos inevitavelmente tornam os antigos obsoletos, um processo que pode prejudicar empresas que não se adaptam, mas que é vital para o avanço da economia como um todo.

Relevância em Tempos de Inteligência Artificial
A Academia destacou que os insights do trio são cruciais para gerenciar os conflitos gerados pela destruição criativa. Se esses atritos não forem bem administrados, podem criar barreiras que impedem inovações futuras, levando à estagnação que marcou a maior parte da história humana.
Após o anúncio, Aghion comentou que a inteligência artificial tem o potencial de acelerar drasticamente esse processo. Ele ressaltou a importância de “instituições educacionais eficazes e políticas laborais” para aproveitar os benefícios e mitigar os efeitos negativos desta nova revolução industrial, mostrando a aplicação prática do trabalho que lhes rendeu o Nobel de Economia.
John Hassler, presidente do comitê do prêmio, reforçou a mensagem. “É crucial considerar as consequências da rápida evolução tecnológica e a necessidade de suporte para aqueles afetados negativamente por essas mudanças“, afirmou.
A História por Trás do Prêmio
Embora seja frequentemente colocado no mesmo patamar dos outros prêmios, é importante notar que o Nobel de Economia não fazia parte do testamento original de Alfred Nobel. Sua designação oficial é Prêmio Sveriges Riksbank em Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel, tendo sido criado em 1968 pelo Banco Central da Suécia.
A premiação segue os mesmos critérios rigorosos das categorias originais e é concedida anualmente pela mesma instituição. Os vencedores dividem um prêmio de 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 5,7 milhões), além de receberem uma medalha e um diploma.