No aniversário de Santo André, Gilvan comenta participação na FNP

Em homenagem ao fundador de Santo André, João Ramalho, nesta terça-feira (08), dia do aniversário da cidade, o prefeito Gilvan falou sobre o aspecto acolhedor da cidade e sobre seu ingresso à FNP

Crédito: Celso Rodrigues

Nesta terça-feira (08), dia em que Santo André completou 472 anos, a agenda do prefeito Gilvan teve início com uma homenagem ao fundador da cidade, João Ramalho, na passarela Luso-Brasileira Américo Pinto Serra, ao lado do Paço, que contou, também com a presença do Cônsul Geral Adjunto, Jorge Longa Marques e do presidente da Casa de Portugal da cidade, Paulo Augusto Freitas, além de vereadores, outras autoridades e populares.

Paulo Augusto Freitas destacou a essência do município desde sua concepção, o relacionamento com o país do Velho Continente e o compromisso com os tempos vindouros.

“Celebramos com orgulho os 472 anos de Santo André, uma cidade de trajetória marcante, construída com trabalho, coragem e visão de futuro. Santo André tem em sua origem a presença portuguesa representada por seu fundador: João Ramalho, vindo de Vouzela, Portugal. Seu espírito desbravador continua como símbolo da força e determinação que modelam a nossa cidade até hoje, assim como os laços entre Santo André e Portugal continuam vivos, pulsante, nossa irmandade com as cidades de Vouzela e Braga reforçam a conexão histórica e cultural entre nossos povos, fortalecendo laços de amizade, cooperação e intercâmbio, que enriquecem nossa identidade”, discursou Paulo, que concluiu:

“O prefeito Gilvan Junior, com compromisso e dedicação tem conduzido Santo André rumo ao progresso, promovendo o desenvolvimento, inovação e qualidade de vida, e que esse aniversário não seja apenas uma celebração do passado, mas também um compromisso com o futuro, que Santo André continue sendo uma cidade de oportunidades, crescimento e união, mantendo viva a herança e avançando cada vez mais”, disse ele.

O representante do Consulado Geral de Portugal em São Paulo, o Cônsul Geral Adjunto, Jorge Longa Marques, recorreu à história para indicar o caminho que a cidade seguiu e que deve ser exemplo para o país.

“Tenho certeza que João Ramalho, quando começou a construir as casas para seus filhos e netos, do Cacique Tibiriçá e do povo tupinambá, não imaginava a grandeza que estaria a construir. Santo André é uma grande cidade e um exemplo para o próprio Brasil. Santo André é, portanto, o símbolo da união dos povos, é um símbolo daquilo que o Brasil é e pode ser, e é um exemplo para o resto do Brasil, uma cidade com excelentes índices de desenvolvimento humano e tem que continuar a ser esse exemplo para o resto do Brasil”, disse o Cônsul.

O prefeito frisou o aspecto acolhedor da cidade que remonta à época em que João Ramalho chegou do lado de cá do Atlântico e reforçou que todo trabalho visa o crescimento e progresso do município.

“A gente respeita muito a história de Santo André, resgatando essa história de tantas pessoas que contribuíram tanto com a cidade, e João Ramalho não é diferente, o pai dos paulistas, ajudou a desbravar essa cidade, juntando os povos, Santo André é uma terra acolhedora, começou com Portugal, mas hoje é uma terra de imigrantes, que recebe gente do país inteiro. Por isso, temos projetos, obras e entregas, e vamos devolver em forma de amor, carinho e gratidão, são obras, projetos, programas para desenvolver cada vez mais e levar o futuro de Santo André”, lembrou o chefe do Executivo. 

Recém-chegado à FNP

Perguntado sobre a FNP (Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos, Gilvan falou da importância da Região do ABC para o Brasil e do que deve ser feito para resguardar os recursos dos pequenos municípios ao analisar a criação do IBS (Imposto Sobre Bens e Serviços).

“Quando a gente assume a vice-presidência, é porque eles entendem o protagonismo do Grande ABC nas pautas macros, nas discussões, vamos fazer força com outros prefeitos de São Paulo. 39 prefeitos estão entrando com pedido na CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para a gente conseguir equilibrar as contas públicas, e vamos liderar o debate da PEC 66 para pagar todos os precatórios do município com responsabilidade fiscal de não deixar ninguém para trás, e investir na saúde, educação. Para reforma tributária são 27 membros, mais 27 dependentes, e estamos nesse grupo. Tinha um acordo entre a CNM (Confederação Nacional dos Municípios) e a FNP, que iam indicar 14 representantes dos pequenos municípios e FNP indicar 13 representando os médios e grandes, mas a CNM não quis respeitar esse acordo, e quis fazer duas chapas. Então, o que está discutindo no Congresso é que para que o legislador coloque isso, que tenha representação dos médios e grandes municípios e a representação dos pequenos para ficar uma chapa uniforme e que atenda a todo o país, que é diverso, cada um tem suas expectativas, mas não pode deixar os pequenos para trás, nem os médios e grandes, que têm arrecadação de ISS (Imposto Sobre serviço), que será discutida na reforma tributária. Então, vai juntar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) com o ISS criando o IBS, então os médios e grandes municípios dependem muito do ISS. Quando a industrialização estava forte e ninguém queria juntar nada, era o ICMS e os municípios ficavam com o serviço e não ficava com nenhum recurso, agora que tem crescido a arrecadação de ISS não dá para distribuir para vários outros municípios”, já avisou Gilvan os rumos do diálogo para chegar a um consenso sobre a PEC 66.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 09/04/2025
  • Fonte: Teatro Sérgio Cardoso