Netanyahu ordena ofensiva total contra o Hezbollah após violações

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu determinou ataques com força no Líbano mesmo após prorrogação de trégua.

Crédito: FotosPúblicas

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, instruiu as Forças de Defesa de Israel (FDI) a retomarem os ataques contra o Líbano “com força total” neste sábado (25). A decisão ocorre em um momento crítico, apenas um dia após o anúncio de prorrogação do cessar-fogo mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A orientação do gabinete de Netanyahu responde a supostos lançamentos de drones e foguetes realizados pelo Hezbollah contra o norte do território israelense.

Escala de tensão e resposta militar no sul do Líbano

A ordem de Netanyahu foi acompanhada por ações imediatas em campo. Segundo o exército israelense, operações realizadas hoje no sul do Líbano resultaram na morte de quatro pessoas. O comando militar afirmou ter alvejado lançadores de foguetes prontos para uso e combatentes do Hezbollah em três localidades distintas, além de atingir instalações das forças de elite Radwan.

Em comunicado reproduzido pelo Canal 12 e pelo The Times of Israel, o primeiro-ministro foi enfático sobre a nova postura operacional:

“Ordenei ao exército que lance um forte ataque contra alvos do Hezbollah no Líbano.”Netanyahu, via comunicado oficial do gabinete.

Acusações mútuas de quebra de trégua

O Hezbollah, por sua vez, contesta a narrativa israelense e alega que os disparos de mísseis foram uma resposta defensiva. Segundo o grupo paramilitar, Israel teria violado o acordo de paz primeiro, justificando as ações como uma contraofensiva necessária.

A escalada ameaça diretamente o esforço diplomático de Washington. Na última sexta-feira, Donald Trump havia confirmado que as partes concordaram em estender a trégua por mais três semanas após reuniões intensas na Casa Branca.

O “Modelo Gaza” aplicado na fronteira libanesa

A estratégia militar sob a gestão de Netanyahu no Líbano tem traçado paralelos diretos com as operações na Faixa de Gaza. O governo israelense sinaliza a aplicação do “modelo” utilizado em Rafah e Beit Hanoun, focado na destruição sistemática de infraestruturas em aldeias fronteiriças classificadas por Israel como postos avançados do terrorismo.

Imagens de satélite das operadoras Maxar Technologies e Planet Labs, analisadas pela CNN Internacional, corroboram a magnitude da destruição. Os dados indicam que:

  • Pelo menos 523 edifícios foram atingidos em 22 comunidades diferentes.
  • As cidades mais afetadas incluem Khiam, Mhaibib e Adaisseh.
  • A zona de exclusão sugerida por Israel orienta que civis não se aproximem do Rio Litani.

Enquanto Netanyahu mantém a postura de força, o Hezbollah ainda não emitiu um posicionamento oficial detalhado sobre o número de baixas em suas fileiras nas últimas 24 horas.

  • Publicado: 25/04/2026 19:44
  • Alterado: 25/04/2026 19:44
  • Autor: Gabriel de Jesus
  • Fonte: FolhaPress