Navios de cruzeiro abrigarão delegações da COP30 em Belém

Governo federal aposta em infraestrutura flutuante para garantir hospedagem durante a conferência do clima

Crédito: Divulgação

O governo federal definiu a contratação de dois navios de cruzeiro para acomodar as delegações que participarão da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para novembro de 2025, em Belém (PA). As embarcações escolhidas são os transatlânticos Costa Diadema, com capacidade para mais de 4.500 hóspedes, e MSC Seaview, que pode receber mais de 5.000 passageiros.

Segundo fontes ligadas ao processo, a contratação está em fase final, e imagens dos navios já foram apresentadas a representantes estrangeiros. Os cruzeiros ficarão disponíveis entre os dias 5 e 22 de novembro, cobrindo o período da cúpula de líderes e a conclusão oficial do evento.

Ampliação do porto e preocupação com excesso de participantes

Durante apresentação a embaixadas em Brasília, o secretário extraordinário para a COP30, Valter Correia, garantiu que a estrutura para a conferência será adequada e afirmou que o evento tem potencial para ser um dos mais bem organizados da história das COPs. “Estamos construindo uma infraestrutura para dar condições a todos estarem nessas negociações”, declarou.

Correia também apelou às delegações estrangeiras para que limitem o número de participantes ao essencial. “Temos que sensibilizar os países para que priorizem o envio de negociadores, evitando um excesso de pessoas”, disse. Ele ressaltou que o momento é de decisões estratégicas, e não de celebração. “Estamos em busca de um financiamento ambiental de médio e longo prazo que ainda não se concretizou. A meta de US$ 1,3 trilhão continua distante. Até agora, conseguimos US$ 300 bilhões na COP29, em Baku”, completou.

Demanda de hospedagem e investimentos locais

Além dos navios, o plano de hospedagem da COP30 prevê a construção da “Vila de Líderes”, com 400 quartos para comitivas oficiais, além da oferta de leitos em hotéis, casas e apartamentos da cidade. A estimativa do governo é de que o evento demandará cerca de 32 mil leitos.

Para atender essa demanda, o terminal hidroviário de Belém será ampliado e os navios ficarão atracados no porto de Outeiro. No total, o governo do Pará calcula que os investimentos em infraestrutura somem entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões, com foco em obras como drenagem e melhorias nos canais da capital paraense.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 06/04/2025
  • Fonte: FERVER